A Associação Brasileira de Franchising (ABF) aponta que o setor de franquias apresentou expansão de 10,8%, no acumulado constatado de 2025.
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Segundo a entidade, o faturamento subiu de R$ 264,874 bilhões para R$ 293,535 bilhões. Somente no terceiro trimestre de 2025, o crescimento explicitou receita de R$ 76,607 bilhões na cobertura organizacional dos 12 segmentos acompanhados pela ABF.
Para o presidente da instituição, Tom Moreira Leite, os movimentos de fusões e aquisições de franquias tendem a possuir um cenário relevante em 2026. De acordo com o gestor, a expectativa é que a sistemática se intensifique neste ano, ao que tange os aspectos na busca por escala, eficiência operacional, aceleração da digitalização e competitividade global.
“Ao olhar para 2026, três movimentos ganham força. O primeiro é a expansão das holdings multimarcas, que ampliam portfólios combinando redes complementares, otimizando estruturas de backoffice e estendendo presença geográfica. O segundo é a aceleração das aquisições por fundos especializados, atraídos pela resiliência e escalabilidade do franchising. E o terceiro é o avanço das parcerias estratégicas nas redes médias, unindo esforços para competir com grandes players e conquistar eficiência tecnológica e administrativa”, explica Moreira Leite.
A advogada especializada em franchising, Camila Juliano, cita oito recomendações para quem pretende ingressar no universo do segmento. Confira abaixo:
- Leia com atenção a Circular de Oferta de Franquia (COF) – esse documento contém todas as informações e condições do negócio. A COF é o documento que fornece ao futuro franqueado a viabilidade de avaliar se o que está sendo prometido corresponde à realidade da rede.
- Não subestime a análise do contrato de franquia – muitos candidatos focam apenas nas cláusulas comerciais, mas negligenciam termos cruciais como rescisão, renovação, transferência da unidade e não-concorrência. Esses pontos podem determinar o futuro da operação ou até inviabilizá-la no longo prazo.
- Converse com franqueados e ex-franqueados – a COF lista os contatos de todos os franqueados da rede, incluindo aqueles que se desligaram nos últimos 24 meses, o que determina uma condição para checar a consistência que envolve promessas e prática. A interlocução com quem tem experiência na rede permite mensurar os riscos e desafios que não estão no papel, trazendo segurança à decisão.
- Examine a saúde financeira da franqueadora – os balanços e demonstrações financeiras relativos aos dois últimos exercícios fiscais também é outra obrigação legal que precisa estar inserida na COF. Avaliar a situação financeira da franqueadora permite entender a lucratividade, capacidade de investimento e crescimento, e análise de risco do negócio.
- Avalie com cuidado os custos totais e o capital de giro necessário – não basta considerar a taxa de franquia: há custo de instalação, estoque inicial, capital de giro, royalties, fundo de marketing e outras despesas recorrentes. A estruturação financeira, dependendo da operação, ocorre em cerca de seis a 12 meses sem lucro.
- Verifique o suporte e a estrutura operacional da franqueadora – treinamentos, manuais, apoio em gestão, marketing e tecnologia. Avaliação também na reputação da marca, a rotatividade de franqueados e eventuais litígios internos.
- Conte com assessoria jurídica especializada – a leitura técnica da COF e do contrato pode revelar cláusulas abusivas ou desequilibradas, uma assessoria jurídica auxilia na leitura adequada e nas ações a serem tomadas neste aspecto.
- Prepare-se para a mudança tributária de 2026 – as propostas da Reforma Tributária (CBS e IBS) são fundamentais para apurar se a franqueadora atualizou as projeções financeiras no que consiste o novo regime fiscal e se oferece suporte tributário, no âmbito jurídico.
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