Franquias disparam e movimentam quase R$ 70 bi no 2º trimestre

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O setor de franquias ultrapassou 200 mil operações no país, com saldo positivo de 7.449 novas unidades em um ano. (Foto: Envato Elements)

O setor de franquias brasileiro movimentou R$ 69,9 bilhões no segundo trimestre de 2025, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do último ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Nos últimos 12 meses, o avanço acumulado é de 14,45%, enquanto o primeiro semestre registrou expansão de 11,6%. O desempenho reflete a alta taxa de emprego, o aumento da massa salarial e mudanças no consumo.


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O setor ultrapassou 200 mil operações no país, com saldo positivo de 7.449 novas unidades em um ano. As redes empregaram 1,74 milhão de trabalhadores, muitos deles jovens em seu primeiro emprego, beneficiados por treinamentos e programas de capacitação. 

Empresários multifranqueados — que operam várias unidades ou marcas diferentes — representam hoje 88% das redes. O percentual de franqueados com marcas distintas subiu de 51% para 62%, indicando maior profissionalização e diversificação dos investimentos no segmento. 

Segmentos em destaque

  • Alimentação – Comercialização e Distribuição (+44%): faturamento subiu para R$ 7,76 bi, puxado pela Páscoa, chocolates premium e mercados autônomos.
  • Alimentação – Food Service (+14,2%): chegou a R$ 10,56 bi, sustentado pelo consumo fora do lar e modelos híbridos.
  • Entretenimento e Lazer (+15,7%): alcançou R$ 785 mi, com alta demanda por experiências digitais.
  • Limpeza e Conservação (+15,4%): atingiu R$ 582 mi, favorecido por lavanderias de autoatendimento.
  • Saúde, Beleza e Bem-Estar (+12,5%): subiu para R$ 18,29 bi, apoiado por serviços de cuidados pessoais.
  • Serviços e Outros Negócios (+11,5%): chegou a R$ 7,94 bi, apesar da redução de operações.
  • Moda e Serviços Automotivos (+11,4%): somaram R$ 7,29 bi (Moda) e R$ 2,44 bi (Automotivos), com estabilidade operacional.
  • Casa e Construção (+7,8%) e Hotelaria e Turismo (+8,3%): crescimento moderado ligado a investimentos residenciais e retomada do turismo.
  • Comunicação, Informática e Eletrônicos (+9,7%) e Educação (+4,0%): tiveram avanço, mas reduziram operações.

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