Com cerca de metade das companhias da B3 e das empresas brasileiras listadas no exterior já tendo divulgado os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), a temporada de balanços mostra quais empresas conseguiram combinar crescimento, rentabilidade e disciplina financeira em um cenário de juros elevados e volatilidade global.
Levantamento baseado nos demonstrativos financeiros aponta que LATAM, WEG, Itaú Unibanco, TOTVS e Mercado Livre lideram o ranking de desempenho, impulsionadas pela expansão de margens, crescimento do lucro e eficiência operacional.
Eficiência supera cenário desafiador
Apesar do ambiente macroeconômico ainda restritivo, empresas com maior poder de precificação e controle de custos conseguiram ampliar resultados. Além disso, muitas reforçaram a remuneração aos acionistas por meio de dividendos ou programas de recompra de ações.
Os principais indicadores considerados foram crescimento do lucro líquido, expansão do EBITDA, retorno sobre capital (ROE e ROIC), geração de caixa e disciplina na alocação de recursos.
Setores que lideram a temporada
Entre os destaques da safra de resultados aparecem empresas dos setores de aviação, tecnologia, serviços financeiros, saneamento, siderurgia e energia.
A LATAM lidera o ranking após registrar lucro líquido de US$ 146 milhões, alta de 22,7% na comparação anual, além de margem EBITDA de 22,5% e taxa recorde de ocupação.
Na sequência aparecem a WEG, impulsionada pela expansão internacional, e o Itaú Unibanco, que manteve retorno sobre patrimônio acima de 21% e inadimplência controlada.
A TOTVS se destacou pelo crescimento da receita recorrente e pelo novo programa de recompra de ações, enquanto o Mercado Livre manteve forte expansão do Mercado Pago e ganhos de eficiência logística.
Top 10 dos melhores balanços do 2T26
| Posição | Empresa | Principal destaque |
|---|---|---|
| 1º | LATAM | Lucro +22,7% e margem EBITDA recorde |
| 2º | WEG | Crescimento internacional e ROIC elevado |
| 3º | Itaú Unibanco | ROE acima de 21% |
| 4º | TOTVS | Receita recorrente e recompra de ações |
| 5º | Mercado Livre | Expansão do Mercado Pago |
| 6º | Sabesp | Ganhos operacionais após privatização |
| 7º | Gerdau | Forte geração de caixa |
| 8º | GPA | Avanço do turnaround operacional |
| 9º | Banco do Brasil | Crescimento da margem financeira |
| 10º | Eletrobras | Redução de custos e venda de ativos |
Saiba mais:
Nordeste viabiliza cerca de R$ 16 bilhões em investimentos na B3
ETFs atingem aportes de R$ 126 bilhões no 1º semestre do ano