O mercado brasileiro de crédito derivou da ampliação de alcance de ativos passando de 96,8 milhões de pessoas para 122,8 milhões, no período que compreende de 2021 a 2025.
Além disso, ao que tange o volume de relacionamentos de consumidores e instituições credoras o patamar alcançou o índice de 396,7 milhões.
Nesse ínterim, o saldo dos contratos de crédito ativo também cresceu, atingindo aproximadamente R$ 4,47 trilhões no final do ano passado.
O levantamento é uma análise do estudo “O começo de uma década – A evolução do mercado financeiro até a metade dos novos anos 20”, produção da Equifax BoaVista, Acordo Certo e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Porto Alegre.
De acordo com a Acordo Certo, os entrevistados relataram que 49,1% constataram facilidade em obter crédito nos últimos cinco anos, e 48,8% consideram que a respectiva ‘vida’ financeira melhorou na comparação ao início da década.
Neste aspecto, 32,3% citam maior poder de compra, 30% a ausência de dívidas acumuladas e 17,5% de guardar dinheiro. Contudo, na avaliação de 29,6% das pessoas consideraram que houve piora.
O comprometimento de rendas dos brasileiros com contratos de crédito posicionou crescimento de 70,3% em 2021 para 81,1% em 2025, alta de 15,4% no período.
No entanto, o endividamento total caiu até 2023 e voltou a crescer nos dois anos seguintes. O indicador encerrou 2025 em 36,02%, ainda abaixo do patamar registrado em 2021.
Crescimento da inadimplência
A pesquisa apontou que o saldo inadimplente cresceu de R$ 54 bilhões em 2021 para R$ 177,6 bilhões em 2025. A taxa de inadimplência sobre a carteira ativa praticamente dobrou de 1,98% para 3,97%.
Na análise por indivíduos, a taxa de consumidores inadimplentes aumentou 32,3% no período, encerrando 2025 em 26,3%. Apesar da piora do indicador, 73,7% dos mais de 122 milhões de brasileiros com crédito ativo permaneciam adimplentes ao fim do ano.
No entanto, o movimento reflete nas negativações no período, registrando crescimento de 39,8%, enquanto o volume de registros avançou para 73,1%.
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