Busca por crédito aumenta no país, aponta CNDL

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A gerência por crédito obteve incremento de 42,95% no mês de junho deste ano na comparação ao mesmo período do ano passado. (Foto: Envato Elements)

A busca por crédito registra aumento de 42,95% no país em junho de 2026 na comparação ao mesmo período do ano passado.

Ao passo que a constatação pertence a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).  

Na consulta realizada por gênero, a predominância se efetua pelo público masculino, contabilizando participação de 54,22%, e por faixa etária, em destaque o público de 40 a 49 anos (24,13%).

Além disso no âmbito geral, a pesquisa avalia que 0,73% contratou algum serviço de crédito. Dados revelam que 73,80% adquiriu empréstimo e 20,22% contratou financiamento.

O presidente da CNDL, José César da Costa, analisa que apesar do cenário desafiador, o enquadramento resulta, na tentativa de organização familiar, orçamentária e financeira.  

“No entanto, esbarramos em um gargalo preocupante: uma parcela expressiva desse público que tenta acesso ao crédito já se encontra negativada, o que eleva o rigor das instituições financeiras e resulta em um funil extremamente estreito de aprovação”, avalia.   

Ao que tange a abertura por grupos financeiros, o séquito com participação mais expressiva no Brasil formalizou em intermediação monetária depósitos à vista (38,13%), seguido por atividades auxiliares dos serviços financeiros (21,98%).

Taxa Básica de Juros

O mais recente corte da taxa básica de juros assinalou redução em 0,25 ponto porcentual, passando de 14,50% para 14,25% ao ano.

O CEO da Azumi Investimentos, Edgar Araújo, analisa que a queda da Selic ajuda, mas não muda sozinha o custo monetário no Brasil.

“Isso indica que o ciclo econômico brasileiro está em fase de transição: há espaço para algum alívio, mas não para uma retomada forte do crédito no curto prazo. Para empresas e consumidores, o impacto deve ser gradual”, reforça.

Além disso, segundo o analista, naquele momento, a inflação esperada seguia acima da meta, a atividade econômica ainda mostrava sinais de resistência e o cenário externo continuava pressionado por juros altos nos EUA.    

O especialista ressalta que o crédito no Brasil dependerá menos de juros baixos e mais estruturas eficientes, governança e capacidade de conectar capital a empresas com risco ‘bem precificado’.

A política do comitê de juros do Banco Central é estipulada pela inflação. A mais recente apreciação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) apresentou queda de 0,06%.

Em conclusão, para o conselheiro da Ancord, Pablo Spyer, a leitura do mercado financeiro vislumbra espaço no prosseguimento paulatino da Selic.

“Esse resultado fortalece a expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do Copom”, afirma.

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