Governo Federal registra superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro

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O panorama resultou em receita líquida de R$ 24,6 bilhões na comparação ao mesmo mês de 2025. (Foto: Envato Elements)

As contas do Governo Federal assinalaram, em setembro, superávit primário de R$ 4,8 bilhões. A configuração, como resultado, foi anunciada pela Secretaria do Tesouro Nacional. A conjuntura reúne dígitos do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

Ao passo que a receita líquida obteve incremento de R$ 24,6 bilhões na comparação ao mesmo mês do ano passado. O panorama, por assim, representa ganho de 13,6% acima da inflação.       

De acordo com o Executivo, o resultado decorreu pela alta das receitas com petróleo e arrecadação com o Imposto de Renda. Além do mais, benefício líquido derivado de precatórios de exercícios anteriores cancelados pelo Poder Judiciário.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, relata que a contabilidade advinda dos precatórios contribuiu com R$ 12,8 bilhões na conjuntura. Ele destaca que o montante retornou aos cofres públicos como receitas não administradas.

O precatório congrega pagamento emitido pelo Poder Judiciário para cobrar dívida de um ente público – União, estados, municípios, Distrito Federal, autarquias ou fundações. O circuito acontece após condenação judicial definitiva, contra a qual não cabe mais recurso.

No acumulado de janeiro a setembro, contudo, o Governo Federal obteve um déficit primário de R$ 90,2 bilhões. No mesmo período do ano passado, o mesmo índice alcançou R$ 100,3 bilhões.

Valorização do petróleo no mercado internacional

O enquadramento da receita, em conclusão, se atrela à exploração dos recursos naturais, em especial o petróleo. A produção no insumo acarretou ganho líquido de R$ 5,7 bilhões em termos reais, alta de 71,9%. Fator que auxiliou no contexto, a valorização do item no mercado internacional.  

A novidade consiste que a Petrobras descobriu um intervalo portador do petróleo na Bacia do Foz do Amazonas, no Macapá. O englobamento infere a terceira descoberta do insumo na mesma área. O poço localiza-se no bloco FZA-M-59, a 2.886 metros de profundidade, conjugando da superfície do mar até o fundo do oceano.

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