A balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 58,674 bilhões entre janeiro e a segunda semana de setembro de 2026. O resultado representa alta de 36,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo positivo somava US$ 46,3 bilhões.
Somente na segunda semana de setembro, o Brasil exportou US$ 7,034 bilhões e importou US$ 5,486 bilhões. Com isso, o país registrou saldo positivo de US$ 1,548 bilhão no período.
Exportações avançam 28,5% em setembro
Até a segunda semana do mês, as exportações brasileiras chegaram a US$ 14,247 bilhões, crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, somaram US$ 10,891 bilhões, alta de 9,5%.
Assim, o saldo comercial de setembro alcançou US$ 3,356 bilhões.
O desempenho das vendas externas teve participação dos três grandes setores da economia. A indústria extrativa registrou a maior expansão, de 70,5%, com exportações de US$ 4,188 bilhões.
Na sequência, a indústria de transformação avançou 17%, para US$ 7,140 bilhões. Já a agropecuária cresceu 16,5% e movimentou US$ 2,831 bilhões em exportações.
Indústria concentra maior parcela das importações
As compras brasileiras no exterior também cresceram durante setembro. Até a segunda semana, a indústria de transformação respondeu por US$ 10,169 bilhões das importações, alta de 9,2% na comparação anual.
Além disso, a indústria extrativa ampliou suas compras externas em 13,5%, alcançando US$ 465,2 milhões. Na agropecuária, as importações cresceram 13,7%, para US$ 197,2 milhões.
O avanço das importações, contudo, ficou abaixo do ritmo registrado pelas exportações. Dessa forma, o comércio exterior manteve contribuição positiva para o saldo comercial no mês.
MDIC prevê superávit de US$ 90 bilhões
Para todo o ano de 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estima um superávit de US$ 90 bilhões.
A projeção considera exportações de aproximadamente US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões. Se o cenário se confirmar, o saldo comercial terá crescimento de 32,3% em relação ao resultado projetado para o ano anterior.
O desempenho acumulado até setembro mantém o comércio exterior em trajetória favorável para alcançar a estimativa do governo. Além disso, o avanço das exportações em setores como indústria extrativa e transformação reforça a contribuição desses segmentos para o resultado de 2026.
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