O Parlamento da Suíça avançou nesta quarta-feira (16) na aprovação do acordo comercial entre a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e o Mercosul. A Câmara Baixa aprovou o projeto por 118 votos a 66, com dez abstenções.
A votação ocorreu depois de uma mudança no texto para incluir medidas de proteção ao setor agrícola suíço. O pacote prevê 517 milhões de francos suíços, cerca de US$ 631 milhões, em apoio aos agricultores ao longo de seis anos.
A inclusão dos recursos alterou a posição da Câmara Baixa, que havia rejeitado o acordo em junho. Dias antes da nova votação, a Câmara Alta do Parlamento também havia dado sinal verde ao projeto.
Agricultura influencia aprovação
O setor agrícola ocupa espaço relevante no debate político suíço sobre a abertura comercial. Por isso, o acordo passou a contar com mecanismos financeiros destinados a reduzir os possíveis impactos sobre os produtores locais.
Mesmo com a aprovação parlamentar, o processo ainda pode chegar à população. O acordo tem possibilidade de ser submetido a referendo, conforme as regras de democracia direta adotadas pela Suíça.
EFTA e Mercosul ampliam integração comercial
O entendimento envolve os quatro países que formam o núcleo do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Do outro lado está a EFTA, bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
A Suíça representa a maior economia da EFTA. Nesse contexto, a aprovação pelo Parlamento suíço representa mais uma etapa no processo de aproximação comercial entre os dois blocos.
Para o Brasil, o acordo pode ampliar as condições de acesso a mercados europeus fora da União Europeia. Além disso, cria um marco para aprofundar relações comerciais com economias de alto poder de compra.
Agora, entretanto, o acordo ainda depende das próximas etapas previstas no processo de ratificação suíço. A possibilidade de referendo mantém a discussão sobre o tratado aberta no país.
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