Focus: mercado reduz PIB, mantém IPCA e Selic em 13,75%

inflação e focus
Boletim Focus mantém projeção do IPCA em 5,02% para 2026 e reduz estimativa do PIB de 1,98% para 1,95%, segundo dados desta segunda-feira. (Foto: Envato Elements)

O mercado financeiro manteve em 5,02% a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, mas elevou de 4,24% para 4,25% a estimativa para a inflação de 2027. Os dados constam no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24).

Ao mesmo tempo, os analistas reduziram a expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2026. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,98% para 1,95%. Para 2027, entretanto, a estimativa permaneceu em 1,50%.

Para o mercado cearense, o cenário combina inflação ainda acima da meta, juros elevados e menor expectativa de crescimento. Nesse contexto, empresas podem enfrentar um ambiente de crédito mais restritivo e maior pressão sobre decisões de investimento e consumo.

Inflação segue acima da meta

A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 5,02% pela segunda semana consecutiva. Para 2027, porém, o mercado voltou a elevar a estimativa, de 4,24% para 4,25%.

Já para 2028, a previsão ficou em 3,80% pela quarta semana seguida. Para 2029, por sua vez, o mercado manteve a estimativa em 3,50% pela 51ª semana consecutiva.

No Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), as projeções recuaram para todos os anos analisados. Para 2026, a estimativa caiu de 4,71% para 4,55%. Em 2027, passou de 4,10% para 4,09%. Para 2028, recuou de 3,93% para 3,92%, enquanto a previsão para 2029 caiu de 3,85% para 3,83%.

Além disso, o mercado reduziu a projeção para os preços administrados em 2026 e 2027. A estimativa passou de 4,70% para 4,69% neste ano e de 3,87% para 3,86% no próximo.

PIB perde força em 2026

A expectativa para o crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,98% para 1,95%. A revisão indica uma perspectiva mais moderada para a atividade econômica neste ano.

Para 2027, a previsão permaneceu em 1,50%. Por outro lado, o mercado elevou de 1,89% para 1,98% a estimativa para 2028. Para 2029, a projeção continua em 2%.

A combinação de inflação elevada e juros altos ajuda a explicar o cenário mais contido para a atividade. Para as empresas, esse ambiente pode afetar principalmente operações que dependem de crédito, consumo e investimentos de maior prazo.

Dólar permanece acima de R$ 5

A projeção para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20, pela décima semana consecutiva. Para 2027, contudo, a estimativa subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30.

Em 2028, o mercado manteve a previsão em R$ 5,30 pela quinta semana seguida. Já para 2029, a estimativa continua em R$ 5,36.

Selic continua em 13,75%

O mercado também manteve em 13,75% ao ano a projeção para a Selic no fim de 2026. Essa é a terceira semana consecutiva sem alteração na estimativa, depois da revisão de 14% para 13,75%.

Para 2027, a previsão continua em 12% pela décima semana seguida. Já para 2028, o mercado mantém a estimativa em 10,50%, enquanto para 2029 a projeção permanece em 10%.

Saiba mais:

Estudo do BTG explica alta dos juros longos no Brasil

Petróleo na Foz do Amazonas: o que você precisa saber

Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado

Siga a Trends: