Identificar onde estão as startups, os laboratórios de pesquisa, as empresas de tecnologia e as oportunidades de financiamento é um dos desafios para integrar os diferentes polos de inovação do Ceará. Para reunir essas informações e aproximar os agentes do mercado, o estado lança a plataforma digital Ceará Vale, que pretende mapear os ativos tecnológicos das 14 regiões cearenses.
A ferramenta será apresentada neste sábado (7), às 15h, durante a Feira do Conhecimento, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. A proposta é concentrar em um único ambiente informações sobre empresas de base tecnológica, instituições de ensino, ambientes de inovação, políticas públicas, patentes e programas de fomento.
Na prática, o projeto busca reduzir a dispersão dessas informações e facilitar conexões entre empreendedores, pesquisadores, investidores e instituições. Segundo o coordenador do projeto, Marcelo Santos, a plataforma pretende mostrar “onde essas iniciativas estão e como podem se conectar para gerar mais negócios, atrair investimentos e solucionar desafios regionais”.
Mapeamento inclui startups, laboratórios e financiamento
O levantamento não se limita às empresas de tecnologia. Também contempla laboratórios de instituições de ensino superior, incubadoras, coworkings e outros ambientes voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções.
Além disso, o Ceará Vale deverá reunir editais, eventos e linhas de financiamento em um mapa de oportunidades. Para Marcelo Santos, a identificação desses ativos permitirá “a otimização das atividades dos segmentos que movimentam a economia cearense”.
A secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Sandra Monteiro, destaca a participação de universidades, institutos de pesquisa e ambientes de inovação na construção da ferramenta. Segundo ela, o mapeamento é importante para identificar “oportunidades de novos negócios e parcerias nos municípios”.
Plataforma terá indicador de maturidade dos municípios
A implantação foi dividida em duas etapas, com duração prevista de seis meses cada. A primeira concentra o desenvolvimento do ambiente digital e a organização das informações sobre os ecossistemas regionais.
Entre as funcionalidades previstas estão páginas específicas para as regiões, catálogo de startups, consulta a programas públicos, registro de patentes e indicações geográficas. O sistema também deverá centralizar oportunidades de financiamento e eventos.
Na segunda fase, o projeto prevê a criação de um Indicador de Maturidade de Inovação para os Municípios, além de APIs públicas para integração com outros sistemas. Também estão planejados programas de inovação aberta e recursos para ampliar a interação entre os participantes.
Dessa forma, a proposta é fazer com que a ferramenta ultrapasse a função de catálogo digital. A intenção é permitir que empresas, instituições e empreendedores encontrem parceiros e estabeleçam conexões a partir das informações disponíveis.
Infraestrutura digital entra no planejamento
O projeto também se apoia na infraestrutura de conectividade existente no Ceará. Entre os ativos mencionados pela coordenação estão o Cinturão Digital e a rede de cabos submarinos de dados que conecta o estado a diferentes mercados.
Nesse contexto, o desafio é transformar a infraestrutura tecnológica em oportunidades econômicas. Marcelo Santos defende que o estado precisa aproveitar essa estrutura para “gerar mais negócios inovadores, otimizar recursos e acelerar o desenvolvimento de todas as nossas regiões”.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) e pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). O projeto também integra a programação da 10ª Feira do Conhecimento, que ocorre de 5 a 7 de novembro, em Fortaleza.
O evento reúne mais de 170 expositores, ocupa uma área de 9 mil metros quadrados e oferece mais de 80 horas de conteúdo, com expectativa de receber aproximadamente 30 mil visitantes. A programação tem entrada gratuita e inclui atividades de ciência, tecnologia, empreendedorismo e cultura.
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