O Banco do Nordeste (BNB) direciona cerca de R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica, com iniciativas que incluem inteligência artificial generativa, modernização de sistemas bancários e reestruturação da arquitetura tecnológica da instituição. Os recursos são provenientes de incentivos fiscais da Lei do Bem, mecanismo federal que permite a empresas no regime de Lucro Real deduzir investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.
A estratégia também envolve o financiamento de negócios inovadores. Entre 2020 e outubro de 2026, o banco contratou mais de R$ 11,6 bilhões em crédito para inovação em sua área de atuação, que abrange estados do Nordeste e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. Somente neste ano, o volume alcançou R$ 2,27 bilhões.
As iniciativas internas são acompanhadas pelo Hub de Inovação do Banco do Nordeste (Hubine), que completa dez anos em 2026. A estrutura atua na identificação, no desenvolvimento e na experimentação de soluções tecnológicas para modernizar as operações do banco.

Lei do Bem viabiliza projetos de tecnologia
Entre 2019 e 2024, o BNB obteve a aprovação de R$ 98,6 milhões em projetos submetidos ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio da Lei do Bem.
Além disso, o potencial de aprovação supera R$ 50 milhões nos ciclos de 2024 e 2025, segundo o gerente do Ambiente Hubine, Alexandre Cavalcante. A análise considera os investimentos realizados nos anos anteriores à prestação de contas, conforme as regras do incentivo fiscal.
Para receber o benefício, os projetos precisam comprovar seu caráter inovador junto ao ministério. Dessa forma, o mecanismo permite direcionar parte dos recursos tributários para iniciativas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Hubine amplia atuação em inovação aberta
Nos últimos dois anos, o Hubine estruturou um portfólio de 30 desafios de inovação aberta. A proposta é testar tecnologias e soluções antes de incorporá-las em larga escala às operações do banco.
Na modalidade de inovação fechada, com desenvolvimento conduzido internamente, a instituição criou outros 12 desafios estratégicos. As iniciativas buscam modernizar processos, elevar a produtividade e ampliar a eficiência institucional.
Ao longo de uma década, o Hubine também passou por mudanças na forma de atuação, com maior integração entre inovação, negócios e experimentação tecnológica.
Crédito para startups supera R$ 11,6 bilhões
A atuação do BNB também alcança empresas e empreendedores do ecossistema regional de inovação. Por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci), o banco realizou cinco ciclos de aceleração entre 2023 e 2025.
Os programas atenderam 320 startups nordestinas, das quais 30 receberam premiações de até R$ 150 mil. Outra iniciativa é o FIP Nordeste Capital Semente, estruturado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O fundo possui capital-alvo de R$ 120 milhões para investimentos em startups da região. Assim, o banco combina linhas de crédito, programas de aceleração e participação em fundos para ampliar o acesso de empresas inovadoras a recursos.
Para a diretora de Administração do BNB, Ana Teresa Barbosa de Carvalho, a capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas e de mercado representa um dos principais desafios da trajetória do Hubine. Segundo ela, o ambiente fortalece parcerias, estimula a experimentação e contribui para a atualização das competências da instituição.
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