Diretor da Sudene afirma que 30% do recolhimento do IRPJ pode ser revertido para inovação

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O coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, José Farias - imagem - destaca que o mecanismo se atribui no âmbito de atuação da autarquia. (Foto: Laura Guerreiro)

O coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, José Farias, afirmou que a política de isenção fiscal da autarquia para empresas de lucro real, ou seja, abatido no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), obteve redução de 75% para 67,5%. 

No cálculo inserindo a Sudene, a empresa desembolsaria 32,5% ao fisco. Deste montante, conforme Farias, a lei permite que 30% dos recursos podem ser revertidos para inovação. O esclarecimento se efetuou em entrevista exclusiva concedida à Trends na última quarta-feira (4), durante o Encontro N-NIB Ceará, realizado na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

“Nisso junta com outras iniciativas incluindo a Lei do Bem. Além de outros instrumentos para a chamada modernização produtiva, que vai desde equipamentos a novas tecnologias, a treinamento de mão de obra. No final das contas, o incentivo nosso que era 82,5% do imposto de renda, juntando os dois, caiu um pouquinho para 77% nesse bojo”, explica Farias.

O gestor menciona que, como resultado, a sistemática gera um fluxo de caixa maior. O diretor elucida que o mecanismo proporciona a adição de recursos no aspecto de incremento de lucro numa cifra de cinco a seis dígitos.

“Inclusive o estado do Ceará como parceiro, e também as universidades. A gente pretende que isso seja de uso contínuo, a atração de investimentos para a modernização produtiva, no que tange os melhores salários, as melhores remunerações, é bom para a economia como um todo”, salienta.

Sudene apoia sete projetos de inovação empresarial no Ceará

A programação na Fiec abordou instrumentos de apoio à inovação, como a Lei do Bem, que oferece incentivos fiscais a empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, existem linhas de financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e possibilidades de cooperação com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e na conjuntura, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O diretor da Sudene disse que se redimensionaram suporte a sete projetos da autarquia no Ceará no setor da inovação. Ao passo que na possibilidade iminente de aplicar até 10 programas nesse sentido. “Agora com as articulações da Embrapii podem ser mil, dependendo das necessidades das empresas e das possibilidades delas”, acentua Farias.

A coordenadora do N-NIB Ceará, Rejane Sá, elucida que as ideias estão sendo elaboradas pelos especialistas da Sudene. A gestora afirma que uma das propostas já foi finalizada. Os trabalhos serão submetidos a incentivo fiscal ou política de edital.

Rejane explica que dois sob a tutela da Finep serão avaliados no final do ano, e que o restante se encontra em fase de negociação. “Então a Sudene auxiliou essas empresas, com esses dois especialistas aqui no estado, que escrevem os projetos”, frisa Rejane.

Ceará no top 5 do ranking de inovação do Brasil

O diretor de Inovação da FIEC, Paulo Rabelo, aponta que o objetivo da instituição no segmento é posicionar o Ceará na 5ª colocação do país, daqui há 10 anos.

“O parâmetro é abrir as portas com esse projeto. Assim como fazer esse ecossistema mais forte, contando com a UFC, a Unifor, o IFCE, e os vários atores de inovação. Nosso papel como Federação é unir toda essa cadeia, formar o ecossistema e através disso trazer indicadores, e avançar a indústria de mão dada com o parque tecnológico, com as universidades”, relatou.

Os objetivos acentuados pelo gestor congregam a implementação de 14 a 16 itens conectados ao Observatório da Indústria. Paulo destaca o intercâmbio de informações e a formação do grupo de trabalho para alavancar a conjuntura. Por exemplo, ele pontua aumentar a quantidade de doutores nas indústrias para o ensino de inovação em Fortaleza e no Ceará. Ele considera que estes itens estão abaixo da média no país, apesar de relatar que o Ceará está no primeiro degrau no Nordeste.

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