A Petrobras e a Qatar Energy arremataram sete blocos de exploração de petróleo na Bacia do Ceará durante o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP, realizado na última quarta-feira (7). Ao todo, o consórcio ofereceu propostas para sete dos oito blocos disponíveis na região.
Além disso, as empresas pagarão R$ 28,46 milhões em bônus de assinatura à União. A Petrobras terá 70% de participação e será a operadora, enquanto a companhia do Qatar ficará com os 30% restantes.
Bacia do Ceará entra em nova fronteira
A Bacia do Ceará foi a única área offshore da Margem Equatorial com blocos ofertados no leilão. Atualmente, a região ainda não possui exploração em águas profundas.
Por outro lado, a área integra a mesma província geológica da Foz do Amazonas. Assim, o potencial exploratório desperta interesse diante das descobertas recentes na região.

Os blocos ficam na plataforma continental do Ceará, próxima ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Dessa forma, a localização pode favorecer a logística de uma eventual operação de exploração e produção.
Enquanto isso, a Bacia do Ceará já possui atividade exploratória em águas rasas, inclusive na costa de municípios como Paracuru.
Leilão é apenas o início
A arrematação não significa início imediato da produção. Primeiro, as empresas precisam assinar os contratos e analisar os dados disponíveis sobre a bacia.
Em seguida, será necessário mapear o subsolo e obter licenciamento ambiental antes das primeiras perfurações.
Caso sejam encontrados indícios de petróleo, ainda haverá outras etapas. Nesse cenário, as empresas deverão avaliar a viabilidade econômica e, posteriormente, dimensionar o reservatório para verificar a possibilidade de implantação da infraestrutura de produção.
Saiba mais:
Bacia do Ceará entra em leilão da ANP com oito blocos em águas profundas