Embedded Finance prevê movimentação financeira de US$ 18,33 bi até 2030 no Brasil

Embedded Finance
A projeção resulta num crescimento médio de 6,7% ao ano nas tramitações monetárias. (Foto: Envato Elements)

A lacuna nacional de finanças embutidas, no inglês o denominado embedded finance, prevê alocar movimentações financeiras de US$18,33 bilhões até 2030, no Brasil. Ao passo, que o circuito monetário contabilizou US$14,16 bilhões em 2025.

A predição para 2030 é uma análise elaborada pela PayNXT360. Neste ponto, a projeção resulta num crescimento médio de 6,7% ao ano.

O embedded finance é um formato de serviço financeiro gerido por qualquer ativo de mercado que possibilita a mobilidade de recursos oferecendo serviços como crédito, cartões, pagamentos, cashback e seguros.

A Azify, empresa especializada no segmento, explica que o dispositivo permite que empresas de diferentes setores incorporem serviços financeiros à própria jornada do cliente, sem oficialmente se tornar uma instituição financeira.

Por exemplo, um varejista pode oferecer crédito ao cliente no momento da compra. Além disso, um marketplace viabiliza disponibilizar financiamento ou uma plataforma voltada a pequenos empreendedores para antecipação de recebíveis.

Nesse ínterim, o CRO da Azify, Gustavo Siuves, elucida que estes ativos não estão essencialmente substituindo as funções bancárias, contudo aponta para outra mudança. “Os serviços financeiros estão sendo distribuídos para além das instituições que tradicionalmente os ofereciam”, afirma.

Crédito operou a R$ 31 bilhões em transações monetárias

A constatação da oferta de crédito emana que o Banco Central autorizou no período de 2021 e junho de 2025 a cifra de R$ 31 bilhões. Nisso, as fintechs corresponderam por R$ 5,4 bilhões em crédito concedido a cerca de seis milhões de clientes.

Como resultado, o panorama segundo a Azify implica uma interseção de ações do embedded finance na incursão paralela da infraestrutura de dados que permite às empresas personalizar as próprias ofertas. O Banco Central determinou o alcance de mais de 154 milhões de autorizações ativas até o final de 2025, envolvendo 96 milhões de contas.

A Azify realça que a expansão do formato monetário decorre de desafios relacionados à segurança, transparência, análise de crédito e tratamento de dados. A conjuntura, segundo a entidade, pressupõe princípios de quem assume o risco da operação, além de como será realizada a análise de crédito e quais parceiros estarão envolvidos.

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