Bacia do Ceará entra em leilão da ANP com oito blocos em águas profundas

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Bacia do Ceará participa nesta quarta-feira do leilão da ANP com oito blocos exploratórios em águas profundas na Margem Equatorial. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A Bacia do Ceará entra nesta quarta-feira (7) no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com oito blocos exploratórios em águas profundas. As áreas integram os setores SCE-AP2 e SCE-AP3, na Margem Equatorial brasileira.

A sessão pública do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC6) começa às 14h. Assim, o resultado da rodada pode colocar novas áreas da bacia no radar de empresas interessadas em ampliar a exploração de petróleo e gás no país.

O que está em disputa no Ceará

Ao todo, oito blocos exploratórios da Bacia do Ceará estão aptos para oferta no leilão. Desse total, seis pertencem ao setor SCE-AP2 e outros dois integram o SCE-AP3.

A bacia possui aproximadamente 63 mil km², sendo cerca de 52 mil km² em áreas marítimas. Embora o Ceará já tenha produção de petróleo e gás em águas rasas, a porção de águas profundas ainda apresenta baixo nível de exploração.

Por isso, a ANP classifica essa região como uma nova fronteira exploratória. O leilão, portanto, amplia a possibilidade de investimentos e de avanço do conhecimento sobre o potencial geológico da área.

Leilão não autoriza perfuração imediata

As empresas habilitadas podem apresentar propostas pelos blocos durante a sessão. No regime de concessão, a disputa considera critérios previstos no edital, entre eles o bônus de assinatura e o Programa Exploratório Mínimo (PEM).

No entanto, a realização do leilão não representa uma autorização imediata para perfurar os poços ou iniciar a produção de petróleo e gás.

Depois da eventual concessão, as empresas ainda precisam cumprir as etapas previstas no processo. Além disso, qualquer atividade de exploração depende do respectivo licenciamento ambiental.

Bacia do Ceará integra a Margem Equatorial

A Bacia do Ceará é uma das áreas que compõem a Margem Equatorial brasileira. Dessa forma, o leilão coloca o Estado no centro das discussões sobre o potencial de uma região considerada estratégica para a exploração de hidrocarbonetos.

Ao mesmo tempo, a expansão da atividade envolve outros fatores. Entre eles estão investimentos, geração de conhecimento geológico, proteção ambiental e a compatibilização da exploração de petróleo e gás com a transição energética.

Como acompanhar o leilão

A sessão pública do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão começa às 14h desta quarta-feira (7).

A transmissão será realizada pelo canal oficial da ANP no YouTube. A sessão também poderá ser acompanhada pela Blue Ceará.

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