O Fundo Clima na indústria nos eixos de Transição Energética e Indústria Verde alcançaram aportes de R$ 9,8 bilhões até julho deste ano. Os recursos nos parâmetros distribuem, respectivamente, em R$ 7,2 bilhões e R$ 2,6 bilhões.
Ao passo que as verbas aprovadas como um todo derivam desde 2023 nos setores de infraestrutura e indústria, liderando as aprovações do fundo, contabilizando, respectivamente, R$ 13,2 bilhões e R$ 10,6 bilhões.
A princípio, o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima é um instrumento do setor público federal que visa financiar projetos, estudos e empreendimentos relacionados à agenda ecológica.
Na Indústria Verde, os investimentos possibilitaram a substituição de 32 mil toneladas do insumo de petróleo de combustíveis fósseis, contribuindo para amenizar a degradação ambiental.
Além disso, no englobamento da Transição Energética, os projetos contribuíram para adicionar 1.025 MW de capacidade de geração solar e eólica, e também expandir a produção de biocombustíveis e biogás.
Nesse ínterim, no primeiro semestre deste ano, a capacidade de produção de biometano cresceu em cerca de 117 milhões de metros cúbicos ao ano e o etanol atingiu o patamar de 670 mil m³ ao ano.
Segundo levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a conjuntura evitou ou removeu a emissão de 336,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono, no período que compreende de 2024 a junho de 2026.
Minerais Críticos e Tecnologias de Descarbonização
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera que para a transição energética almejar o êxito supremo estabelece ações voltadas para os minerais críticos e tecnologias de descarbonização.
Ao que concerne os minerais críticos, que o manejo perpassando pelo adensamento, a lavra, a pesquisa mineral, a industrialização e a reciclagem são fatores primordiais para a cadeia evolutiva do setor.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos aponta que o Brasil está posicionado na terceira colocação mundial de reservas de grafite natural (23,9%), concentração de ferro (17%), manganês (16,7%) e níquel (11,4%). Além disso, conforme constatação da entidade norte-americana, o solo brasileiro detém a maior reserva global de nióbio (66,7%).
No que tange tecnologias de descarbonização, a CNI sugere os mecanismos executados para itens de complexo processo de abatimento como aço, cimento e elementos químicos.
O que a entidade designa neste aspecto com apoio do Fundo, a captura, a utilização e o armazenamento do carbono, o que estabelece a execução via CCUS. O procedimento sem a inserção do CCUS estima um gasto de 138%, segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC.
Por exemplo, o enquadramento associado ao hidrogênio possibilita reduzir em até 50% as emissões da indústria energointensiva, conforme constatação da Agência Internacional de Energia.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, avalia que o suporte financeiro de inovação tecnológica, através do Fundo Clima, cumpre um papel estratégico.
“O crédito de longo prazo e menor custo pode ser combinado com outras fontes e com mecanismos de cooperação internacional, favorecendo a mobilização de capitais, a transferência tecnológica e a redução de custos”, afirma.
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