A balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 54,1 bilhões de janeiro até a terceira semana de agosto. O resultado representa alta de 30,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somava US$ 43,2 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Somente na terceira semana de agosto, o Brasil registrou superávit de US$ 2,1 bilhões, com US$ 8,1 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações. Além disso, o mês acumula saldo positivo de US$ 5,1 bilhões, resultado de US$ 24,1 bilhões em vendas ao exterior e US$ 19 bilhões em compras.
O desempenho das exportações também ganhou força. Até a terceira semana de agosto, as vendas externas cresceram 14,3% em relação ao mesmo período de 2025. Nesse intervalo, a Indústria Extrativa registrou a maior alta, de 34,2%, enquanto a Agropecuária avançou 9,8% e a Indústria de Transformação cresceu 6,6%.
Indústria extrativa lidera avanço das exportações
Entre os principais setores exportadores, a Indústria Extrativa movimentou US$ 6,9 bilhões até a terceira semana de agosto, enquanto a Indústria de Transformação alcançou US$ 11,9 bilhões. Já a Agropecuária respondeu por US$ 5,2 bilhões.
Por outro lado, as importações cresceram 13% na comparação anual. A Indústria de Transformação concentrou US$ 17,7 bilhões em compras externas, com alta de 16,7%. A Agropecuária avançou 3,9%, para US$ 325 milhões. Já a Indústria Extrativa apresentou queda de 29,7%, para US$ 879 milhões.
Assim, o avanço das exportações combinado ao crescimento das importações mantém o comércio exterior brasileiro com saldo positivo no acumulado de 2026. O resultado também coloca o país em trajetória próxima à projeção oficial para o ano.
MDIC projeta superávit de US$ 90 bilhões
Para 2026, o MDIC projeta superávit de US$ 90 bilhões na balança comercial. A estimativa considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões.
Se confirmado, o resultado representará crescimento de 32,3% em relação ao superávit registrado em 2025. Portanto, o desempenho acumulado até agosto mantém o comércio exterior como um dos componentes positivos das contas externas brasileiras.
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