No Brasil, o movimento da oferta do mercado de capitais nos cinco primeiros meses deste ano totalizou R$ 246,4 bilhões, montante que apresentou redução de 10,5% na comparação com o mesmo intervalo em 2024. Os dados são um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).
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Segundo a entidade, somente no mês de maio as empresas captaram R$ 43,6 bilhões. O presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da ANBIMA, Guilherme Maranhão, considera que após meses decorridos de sucessivos recordes, é natural que ocorra um relaxamento do mercado, “mas com ofertas ainda em patamares historicamente elevados. As empresas seguem recorrendo ao mercado de capitais para a gestão de seus negócios e para levantar recursos para os seus projetos”, frisa.
Os empréstimos que as empresas solicitam diretamente aos investidores, as debêntures, foram novamente, durante o período, os títulos mais emitidos, somando R$ 155,5 bilhões em 2025, constatando uma diminuição de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
No mês de maio, a captação de debêntures pelas corporações somou R$ 8,9 bilhões. “Esse fluxo robusto de captação ao longo do ano evidencia a confiança das empresas, que contam com o instrumento como alternativa de financiamento de longo prazo, e também dos investidores que querem diversificar suas carteiras”, menciona o coordenador da Comissão de Renda Fixa da ANBIMA, Cristiano Cury.
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