Renda fixa lidera mercado de capitais no primeiro semestre de 2024

renda fixa e mercado de capitais
Dados da Anbima mostram que a renda fixa representou 9 em cada 10 emissões entre janeiro e junho, totalizando R$ 305 bi captados. (Foto: Envato Elements)

O primeiro semestre de 2024 registrou números recordes em quase todos os instrumentos do mercado de capitais, com destaque para a renda fixa, impulsionada pelo alto volume de debêntures. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que a renda fixa representou 9 em cada 10 emissões entre janeiro e junho, totalizando R$ 305 bilhões captados de investidores. Esse montante foi distribuído entre debêntures, CRIs, CRAs, FIDCs e notas comerciais.


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As debêntures destacaram-se, representando 6 de cada 10 emissões no período, com um volume de R$ 206,7 bilhões, 164,4% superior aos R$ 78,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A maior parte dos ativos foi adquirida por fundos de investimentos, que foram os principais subscritores dos novos títulos de dívida, principalmente dos incentivados. Esses títulos emitiram um recorde de R$ 64,4 bilhões, ante R$ 12,7 bilhões no primeiro semestre de 2023.

CRIs e CRAs também apresentaram captações robustas, apesar das mudanças regulatórias que diminuíram as possibilidades de lastros para novas emissões. O volume de emissões de CRIs aumentou 149,2% em um ano, alcançando R$ 31,35 bilhões, enquanto o de CRAs subiu 41,18%, chegando a R$ 13,72 bilhões. As emissões foram maiores no segundo semestre de 2023, devido a uma sazonalidade comum no segmento, com empresas buscando mais captações na segunda metade do ano para se preparar para o ano seguinte.

No mercado de ações, os números foram inferiores aos da renda fixa. Houve seis ofertas secundárias de ações (follow-ons) de janeiro a junho, somando R$ 4,9 bilhões, comparados a R$ 13,5 bilhões no mesmo período de 2023. As ofertas primárias (IPOs) continuaram zeradas.

Para os próximos meses, estão em andamento duas operações: o follow-on que resultará na privatização da Sabesp (SBSP3), estimado em R$ 15,9 bilhões, e a oferta da Isa CTEEP (TRPL4), estimada em R$ 3,5 bilhões. A expectativa é que a abertura de capital, seja local ou externa, possa ganhar impulso nos próximos meses, conforme o mercado se estabilize.

*Com informações do portal InfoMoney.

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