Numa equivalência de cada 10 empresários da indústria de construção, quatro sublinham as taxas de juros como principal problema acarretado no 3º trimestre de 2026. A tribulação ocupa a primeira colocação de eixos relacionados aos componentes de atuação empresarial.
A proporção, por assim, aumentou 3,8 pontos percentuais em relação ao 2º trimestre e atingiu o 2º maior patamar da série histórica, iniciada em 2015. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, avalia que o panorama situa-se no topo há algum tempo.
“E continua ganhando importância mesmo com as sucessivas reduções da taxa Selic pelo Banco Central. Apenas no segundo trimestre de 2023 o percentual de assinalação do problema foi maior”, afirma.
Os dados constam na Sondagem Indústria da Construção, anunciada nesta segunda-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta segunda-feira (26).
Segundo eixo de apreensão introduzido por 31% do segmento, resulta na carga tributária. Na avaliação anterior, o entrave atrelou a 33,6% dos entrevistados. Neste ínterim, a falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada subiu da 4ª para a 3ª posição do ranking.
No 3° trimestre, contudo, as condições financeiras da indústria da construção permaneceram negativas. O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito caiu 1,4 ponto, passando de 39,3 para 37,9 pontos. Ao passo que ter acarretado distanciamento da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela dificuldade dos empresários em obter empréstimos e financiamentos.
Neste mesmo período o índice de satisfação com o lucro operacional obteve queda de 1 ponto, para 40,7 pontos. Com isso, a insatisfação dos empresários com a margem de lucro dos negócios caiu ao menor patamar desde o 1º trimestre de 2021.
Evolução parcial na atividade da indústria da construção
Em setembro, o índice de evolução do grau de atividade da indústria da construção aumentou 0,9 ponto, alcançando 45,6 pontos. O quadro, portanto, reverteu parcela da queda de agosto, quando o indicador recuou 2,6 pontos.
O item que mede a movimentação dos canteiros de obras subiu três pontos, constando 68%. O índice de evolução do número de empregados caiu novamente: recuou 0,5 ponto, para 45,3 pontos.
Os índices que avaliam as expectativas do setor para os próximos meses subiram no período de setembro a outubro. No entanto, a maior parcela prossegue sinalizando perspectivas negativas. Além disso, todos os eixos sinalizam abaixo da média histórica.
- Nível de atividade: +3,1 pontos, para 50,1 pontos;
- Compras de insumos e matérias-primas: +3,9 pontos, para 49,7 pontos;
- Novos empreendimentos e serviços: +2,5 pontos, para 48,6 pontos;
- Número de empregados: +0,7 ponto, para 48,7 pontos.
Com os resultados, as expectativas para o nível de atividade deixaram o pessimismo e se tornaram neutras. Já as perspectivas para compras de insumos e matérias-primas, novos empreendimentos e serviços e número de empregados se tornaram menos negativas.
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