Ministro das Comunicações vislumbra tornar o país um hub de data centers da América Latina

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho - imagem - destaca que a possibilidade se atribui por causa da aprovação nesta terça-feira (15) do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata. (Foto: LC Moreira)

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, vislumbra protagonizar, após a sanção do Redata, que o país se torne o Hub de Data Centers para a América Latina.

“Então é a fórmula completa que a gente consiga trazer mais investimentos, e o Brasil se tornar o grande protagonista como o Hub de Data Centers para a América Latina em prol em paralelo do que está acontecendo com Inteligência Artificial. Com novos serviços digitais, fortalecendo a inclusão digital no Brasil”, afirmou.

Ao passo que o presidente Lula sancionou nesta terça-feira (15) a proposta que cria incentivos fiscais para empresas projetarem instalar ou ampliar a implantação de Data Center no país, denominado de Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, relatou que a partir da aprovação da nova legislação, a configuração permitirá que o investidor tenha segurança jurídica em suas aplicações. Frederico reforçou que a expectativa com a nova lei é, a partir de agora, o prosseguimento das ações do Governo Federal na agenda digital do Brasil.

“É mais um atrativo para atrair mais investimentos, a exemplo do que já está acontecendo aqui no Ceará, a ideia é ampliar isso. Porque além da conectividade internacional, passando aqui pelo Nordeste, a gente está dando segurança jurídica para o investidor, e trazer investimentos pro Brasil, sendo que o custo é mais barato para se instalarem ou ampliarem os centros de processamento de dados no Brasil”, enfatizou o ministro.

As declarações de Frederico foram efetuadas durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (15) em decorrência do evento Transição Energética como hub digital do futuro, no Hotel Gran Marquise, em Fortaleza.

Na ocasião, indagado sobre a importância do Data Center que está sendo construído no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), sob a tutela gerencial da Omnia, e contando com investimentos da ByteDance, o ministro destacou que o englobamento é um projeto liderado pelo presidente Lula, que se dispôs a manter interlocução com investidores internacionais.

“Junto com o governador Elmano de Freitas e com o senador Camilo. É um projeto de infraestrutura digital no Brasil, por entender o momento que o Brasil está vivendo, um momento que a gente está ampliando a infraestrutura para gerar mais processamento, armazenamento e transmissão de dados no Brasil, em prol de nossa soberania digital”, explicou.

O ministro realçou que o Brasil é a sétima economia do mundo em população, e salientou que o consumo de dados está aumentando ‘muito’ no país. “Então o que a gente quer pro Brasil é trazer outros Data Centers tipo TikTok (dispositivo controlado pela ByteDance – no depoimento, Frederico se refere ao Data Center do Pecém). Por isso que o Redata veio”, pontuou.

Ministro cumpriu agenda institucional na capital cearense

O ministro cumpriu agenda em Fortaleza onde entregou 51 computadores a instituições do movimento negro, por meio do programa Computadores para Inclusão. Além disso, participou da formatura de 160 alunos capacitados em cursos de tecnologia.

Ao passo que na sequência, Frederico distribuiu computadores e participou da formação dos alunos na sede do Instituto de Assistência e Proteção Social (IAPS). Posteriormente, o ministro assinou o Termo de Desfazimento de Equipamentos com a Prefeitura de Fortaleza. A medida permitirá a destinação adequada de equipamentos de informática, obtendo possibilidade de contribuir para ações de inclusão digital no município.  

Nesse ínterim, o ministro mencionou que 5.900 escolas no Ceará obterão certificação de implantação digital. Como resultado, frisou que deste montante cerca de 67% das unidades de ensino, o ministério está introduzindo rede de wi-fi e conectividade para fibra ótica.

“E de onde não tem fibra óptica, solução de satélite, pensando também na energia para a infraestrutura, isso vale para as unidades básicas de saúde. E o 5G, 60 municípios do Ceará tem 5G de alta qualidade, o que tem o melhor do mundo, impactando em 6,2 milhões de pessoas. No 4G, nos últimos três anos e meio conectamos 474 localidades na zona rural do Ceará, localidades com 600 habitantes, investimentos que ultrapassam R$ 300 milhões”, relatou.

Secretário busca investidores para Parque Tecnológico em Caucaia

O secretário municipal de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SETEC) de Caucaia, Machidovel Trigueiro Filho, disse que a gestão pretende implementar um Parque Tecnológico no município.

Machidovel esclareceu que esteve recentemente na China apresentando o projeto a investidores. Ele destacou que neste mesmo intuito também visitou a Espanha. Além disso, salientou que na conjuntura viajou para o parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, e também para o porto digital de Recife.

A princípio, o gestor destaca que a conjuntura burocrática, desde a aprovação de leis municipais, perpassando por incentivo fiscal e até um fundo de caráter tecnológico foram aprovados por entes administrativos do município.

Contudo, aponta que o equipamento possui o objetivo também de atrair novos data center. O secretário ressalta que há a viabilidade de constituir mais seis data centers na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), na área de Caucaia, incluso o monitorado atualmente pela ByteDance. Ele disse que a previsão para instalações dos equipamentos envolvem aportes de aproximadamente R$ 1 trilhão. 

“O data center é fundamental porque estamos numa revolução tecnológica de dados. Nisso, no momento que temos um data center de treinamento dessa magnitude, nós vamos processar dados no nosso estado. Nós vamos ter uma soberania digital de dados aqui. Outro ponto, a construção do equipamento gera muito emprego. Eles vão pagar impostos que vão oxigenar a economia local, e além disso, um ecossistema tecnológico em torno dos data centers”, elucida.  

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