A movimentação de empréstimos consignados angariou elevação em julho. Segundo o Banco Central, a modalidade conquistou saldo de R$ 117,7 bilhões em julho de 2026. Resultado que representa alta de 3,8% sobre o ganho líquido de R$ 113 bilhões de junho.
No ano passado, o saldo do empréstimo consignado privado em julho atingiu o índice de R$ 49,9 bilhões. Ao passo que a conjuntura infere que a carteira mais que dobrou num intervalo de 12 meses. Atualmente, o consignado privado possui mais de 47 milhões de trabalhadores brasileiros com carteira assinada. Público-alvo que inclui domésticos, rurais e contratados por microempreendedores individuais.
Projeção no sentido de elevar o consignado privado para 25 milhões de pessoas. Isto é, mais que o dobro da base atual, que integra índice aproximado de 10 milhões de tomadores. A meta depende da manutenção da plataforma via eSocial. Ferramenta que dispensa negociação direta entre banco e empregador permitindo que qualquer instituição habilitada dispute o cliente num sistema de leilão de taxas.
O empréstimo consignado caracteriza por um tipo de crédito cujo valor das parcelas é descontado automaticamente na folha de pagamento do solicitante. Além de reduzir a inadimplência, o recurso resulta na possibilidade de oferecer juros mais baixos.
Nesse ínterim, a constatação verificou em junho no âmbito público que o consignado somou R$ 390 bilhões. Valor que representa mais que o triplo do volume do item privado. Além disso, as concessões mensais alavancaram R$ 8,8 bilhões em julho, ante R$ 7,7 bilhões em junho.
De acordo com o Banco Central, a diminuição da burocracia acarretou o impulso da conjuntura. Ou seja, o governo federal promoveu em março de 2025 a exclusão do convênio prévio entre empresa e banco.
A predição do Ministério do Trabalho na carteira de empréstimos do setor atinge estimativa aproximada de R$ 300 bilhões em até dois anos. Nos dias de hoje, o índice alcança os blocos dos R$ 140 bilhões.
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