A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery pode enfrentar um novo obstáculo nos Estados Unidos. Estados norte-americanos estudam entrar na Justiça para bloquear o acordo de US$ 110 bilhões, alegando possíveis impactos sobre a concorrência no setor de mídia e streaming.
Segundo informações da Reuters, a ação pode ser apresentada já na próxima semana. As autoridades estaduais avaliam se a operação pode reduzir a competição, elevar os preços das assinaturas e limitar a oferta de conteúdos para os consumidores. Além disso, há preocupação com possíveis demissões após a conclusão da fusão.
Paramount enfrenta pressão judicial
O principal foco da investigação está na possível concentração de mercado. Nesse sentido, grupos de defesa do consumidor e órgãos reguladores estaduais argumentam que a união das empresas pode diminuir as opções disponíveis ao público.
A investigação é liderada por Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, que analisa se a operação viola a legislação antitruste dos Estados Unidos. Enquanto isso, Califórnia, Nova York e outros estados articulam uma ação conjunta para impedir a conclusão do negócio.
Caso a fusão seja suspensa por decisão judicial, a Paramount poderá enfrentar custos adicionais. Isso porque o acordo prevê o pagamento de uma taxa de acompanhamento aos acionistas da Warner Bros. Discovery caso a operação não seja concluída antes de outubro.
Fusão pode gerar custos extras
David Ellison, presidente-executivo da Paramount, concordou em pagar US$ 650 milhões por trimestre aos acionistas da Warner Bros. Discovery caso o fechamento da operação sofra atraso além do prazo previsto.
Por outro lado, a empresa já projeta acumular cerca de US$ 80 bilhões em dívida após a conclusão da aquisição. Dessa forma, um eventual adiamento pode elevar ainda mais o custo financeiro da transação.
Oregon amplia investigação sobre o acordo
O estado do Oregon também intensificou a apuração. O gabinete de Dan Rayfield, procurador-geral do estado, informou que pretende solicitar à Justiça a entrega de documentos adicionais e pedir o adiamento da operação por 60 dias.
A Paramount comunicou ao estado que não concluirá a aquisição antes de 22 de julho, adiando em uma semana o cronograma inicialmente informado. Posteriormente, a Justiça deverá analisar o pedido do estado para decidir se concede mais prazo para a investigação.
Contudo, até o momento, a empresa não comentou oficialmente as novas movimentações judiciais. A definição sobre o futuro da fusão dependerá das próximas decisões das autoridades estaduais e do andamento dos processos nos tribunais norte-americanos.
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