Acionistas da Warner Bros. aprovam venda para Paramount Skydance por US$ 110 bi

Warner Bros. Discovery
(Foto: Alyssa Pointer/Reuters)

Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram nesta quinta-feira (23) a venda da empresa para a Paramount Skydance em um acordo estimado em US$ 110 bilhões, durante assembleia extraordinária. A decisão aproxima a conclusão da fusão, que ainda depende de aval regulatório nos Estados Unidos e na Europa. A operação reúne ativos relevantes da indústria do entretenimento e pode alterar a estrutura do setor global.


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A aprovação ocorre após uma disputa entre compradores, já que a Warner Bros. Discovery havia fechado acordo anterior para vender seus estúdios e o HBO Max para a Netflix por US$ 27,75 por ação. No entanto, a Paramount lançou uma proposta direta aos acionistas e venceu a concorrência em fevereiro com oferta de US$ 31 por ação, que não foi coberta pela Netflix.

Além disso, o negócio prevê a integração de ativos estratégicos, incluindo estúdios de cinema e TV e plataformas de streaming. A união entre Paramount+ e HBO Max faz parte do plano das empresas, que avaliam consolidar os serviços em uma única plataforma. A expectativa da Warner é concluir a transação no terceiro trimestre de 2026, caso supere as etapas regulatórias.

Reação da indústria

O acordo entre Warner Bros. Discovery e Paramount enfrenta análise de órgãos reguladores, já que a operação concentra estúdios tradicionais e redes de televisão sob o mesmo controle. Autoridades dos Estados Unidos e da Europa avaliam impactos sobre concorrência, consumidores e cadeia criativa, enquanto Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, afirmou que o estado será “vigoroso” na investigação.

No início de abril, mais de 1.000 profissionais do setor assinaram carta aberta contra a fusão de US$ 110 bilhões, incluindo Jane Fonda, Joaquin Phoenix e Mark Ruffalo. O documento afirma que a operação resultará em menos oportunidades para criadores, pressão sobre empregos e custos mais altos para o público. A carta também aponta que processos anteriores de consolidação reduziram o número de produções e limitaram a diversidade de conteúdos financiados.

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