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Os movimentos geopolíticos e seus impactos sobre investimentos, infraestrutura e desenvolvimento regional estiveram no centro dos debates da 12ª edição do Trends Experience, realizada em Fortaleza. Empresários, investidores e lideranças econômicas discutiram como as transformações globais já influenciam decisões de negócios no Brasil e no Nordeste.
Ao longo da programação, especialistas analisaram temas como segurança energética, infraestrutura digital e reorganização das cadeias produtivas globais. Além disso, destacaram oportunidades que surgem para regiões capazes de combinar logística, energia e conectividade. Por isso, o Ceará apareceu como um dos estados com potencial para ampliar sua participação em setores estratégicos da nova economia.
Movimentos geopolíticos e oportunidades
Célio Fernando Melo, vice-presidente da Academia Cearense de Economia (ACE) e sócio da BFA Investimentos, apresentou uma análise sobre como os movimentos geopolíticos e geoeconômicos estão redefinindo fluxos de investimentos em diversas partes do mundo.
Segundo o economista, o Ceará reúne ativos que ganham relevância nesse novo cenário. Entre eles estão a infraestrutura logística, a capacidade de geração de energia renovável e a conectividade internacional. Além disso, o estado vem consolidando projetos ligados à economia azul e à infraestrutura digital.
A apresentação destacou os investimentos em hidrogênio verde no Complexo do Pecém. Ao mesmo tempo, ressaltou a presença de cabos submarinos que conectam Fortaleza a mercados internacionais. Com isso, o estado fortalece sua posição em segmentos ligados à economia digital e ao processamento de dados.
De acordo com os dados apresentados, o Ceará concentra uma das principais infraestruturas de conectividade internacional da América do Sul. Além disso, reúne projetos de data centers que somam centenas de bilhões de reais em investimentos anunciados ou em desenvolvimento. Esses fatores ampliam a competitividade regional e atraem o interesse de empresas globais.
“Falamos sobre geopolítica e geoeconomia, olhando também para as oportunidades que surgem para o Nordeste e para o Ceará. Acho que este é um momento de conversa e reflexão. Essa troca de ideias cria espaços muito importantes para que os empresários locais possam fazer suas avaliações e encontrar caminhos para os seus negócios,”
Célio Fernando Melo, vice-presidente da Academia Cearense de Economia (ACE)
Economia azul e soberania
Durante a apresentação, Célio Fernando também destacou o avanço da economia azul como uma das tendências mais relevantes para o desenvolvimento regional.
Segundo a análise, a vocação marítima do Ceará vai além da atividade portuária. Nesse sentido, o potencial inclui energia offshore, logística marítima, pesca, biodiversidade, turismo e infraestrutura digital. Além disso, essas atividades podem atuar de forma integrada para gerar renda, inovação e competitividade.
A apresentação também ressaltou a importância do planejamento do espaço marítimo. Dessa forma, o ordenamento das atividades econômicas ligadas ao mar passa a ser visto como um tema estratégico para o desenvolvimento. Por consequência, o Ceará reúne condições para assumir protagonismo nacional nesse segmento.
Impactos sobre a economia
Rogério Sobreira, economista-chefe do Banco do Nordeste (BNB), analisou como os movimentos geopolíticos afetam a economia brasileira e regional.
Segundo ele, eventos internacionais de curto prazo precisam ser observados em conjunto com transformações estruturais de longo prazo. Afinal, esses movimentos ajudam a explicar mudanças nos investimentos, no comércio internacional e nas estratégias empresariais.
“Em um contexto tão conturbado como o que estamos vivendo, tanto na economia brasileira quanto na economia internacional, ter alguma perspectiva ou capacidade de enxergar o que está por trás dessa nuvem de incerteza e volatilidade é fundamental.”
Rogério Sobreira, economista-chefe do Banco do Nordeste (BNB)
O economista explicou que conflitos, disputas comerciais e mudanças nos centros globais de poder influenciam diretamente os mercados. Por isso, compreender essas transformações se tornou essencial para empresários e investidores.

Ambiente para conexões
Para Marcos André Borges, sócio-fundador da Trends e CEO da VSM Comunicação, o encontro reforça a importância de discutir temas que impactam diretamente o ambiente de negócios.
“Trouxemos mais temas relevantes para a economia global, nacional e regional: a geopolítica, as guerras, os impactos que causam na nossa economia, os desafios e também as oportunidades no dia a dia de cada um dos empresários”, destaca
Marcos André também destacou a importância do ambiente de relacionamento construído ao longo das edições do Trends Experience.
“A gente fica muito feliz ao ver que, além de oferecermos aos nossos convidados um evento com controle de qualidade, também proporcionamos um ambiente de networking e de negócios que prosperam aqui.”

Debate estratégico
Carla Matos, CEO da Trends e diretora da VSM Comunicação, ressaltou que os acontecimentos políticos e geopolíticos têm produzido efeitos cada vez mais diretos sobre a economia.
“Vivemos um momento em que acontecimentos políticos e geopolíticos impactam diretamente a economia dos países e, consequentemente, a economia mundial. As empresas também acabam sentindo os efeitos desses conflitos de forma direta.”
Segundo Carla, a proposta do encontro foi aproximar especialistas e empresários para discutir como esses movimentos afetam decisões de investimento e estratégias corporativas.
“Esse tipo de encontro promovido pela Trends é de suma importância, pois reúne empresários de diversos setores para discutir temas que afetam os negócios e a tomada de decisão. Ficamos muito felizes em ver a casa cheia mais uma vez.”
O Trends Experience reforçou a importância de acompanhar os movimentos geopolíticos para identificar riscos e oportunidades. Ao mesmo tempo, o encontro mostrou como temas ligados à energia, infraestrutura digital e economia azul já influenciam o ambiente de negócios no Ceará e no Nordeste.
Saiba mais:
Trends Experience debate impactos da geopolítica na economia