A Stord levantou US$ 250 milhões em uma rodada Série F e ampliou sua estratégia para disputar espaço com a Amazon no setor logístico. Com isso, a startup passou a valer US$ 3 bilhões e dobrou seu valor de mercado em menos de um ano.
Além disso, a rodada foi liderada pela Strike Capital e contou com participação de fundos como Founders Fund, Kleiner Perkins, G Squared e BOND. Fundada em 2015, a companhia já captou mais de US$ 775 milhões desde sua criação.
Stord
A startup opera uma infraestrutura logística voltada para varejistas e marcas independentes. Dessa forma, a empresa integra galpões, software, gestão de estoque e entregas para acelerar operações de e-commerce.
Atualmente, a Stord opera quase 100 armazéns na América do Norte e em parte da Europa. Além disso, a companhia movimenta mais de US$ 15 bilhões em GMV anual para cerca de mil clientes.
Segundo Sean Henry, cofundador e CEO da Stord, a companhia busca democratizar a infraestrutura logística usada pela Amazon.
“Essa é a infraestrutura que queremos entregar para qualquer marca independente”, afirmou.
Stord acelera aquisições
Além do crescimento orgânico, a companhia também amplia operações por meio de aquisições estratégicas. Até agora, a startup realizou oito compras.
Entre elas estão a Ware2Go, adquirida da UPS em 2025, além da Shipwire, comprada da CEVA Logistics no início deste ano.
Ao mesmo tempo, a empresa também adquiriu a operação de fulfillment para e-commerce da Pitney Bowes.
Stord aposta em robótica
A rodada também acompanha o lançamento do Stord Labs, estrutura criada para testar robótica e automação antes da implementação em larga escala nos centros logísticos da empresa.
Segundo Henry, a startup já trabalha com mais de cinco fornecedores de robótica, embora os nomes não tenham sido divulgados.
Além disso, a empresa pretende usar inteligência artificial e automação para reduzir custos operacionais e acelerar entregas.
Amazon amplia disputa logística
Enquanto a Stord amplia investimentos, a Amazon também acelera sua estratégia logística nos Estados Unidos.
Em maio, a companhia iniciou entregas em até 30 minutos em dezenas de cidades americanas por meio do programa Amazon Now. Além disso, a empresa informou no ano passado que alcançou a marca de um milhão de robôs operando em seus armazéns.
Atualmente, o Amazon Prime concentra cerca de 40% do e-commerce americano. Enquanto isso, grande parte dos varejistas independentes ainda enfrenta dificuldades para competir no mesmo nível logístico.
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