Em 2006, a casa ideal nos EUA priorizava áreas grandes eestética de ostentação, com halls de dois andares, salas formais e home theaters. (Foto: Envato Elements)
A Zillow, gigante do setor de plataforma imobiliárias, analisou milhões de anúncios imobiliários e identificou que a casa ideal nos Estados Unidos (EUA) mudou entre 2006 e 2026, com a saída das McMansions voltadas ao status e a entrada de imóveis focados em bem-estar, funcionalidade e menor metragem. O estudo usa as descrições dos corretores como base, já que os textos refletem o que existe nos imóveis e o que os compradores valorizam, o que permite mapear a transformação do mercado residencial.
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Em 2006, a casa ideal nos EUA priorizava áreas grandes eestética de ostentação, com halls de dois andares, salas formais e home theaters como símbolos de prestígio. Hoje, a casa ideal nos Estados Unidos migrou para layouts práticos, com uso cotidiano como foco, enquanto os tamanhos dos lotes caíram desde 2018 e os anúncios passaram a destacar ambientes de uso pessoal, o que altera a lógica de projeto e de preço.
Nos dados da Zillow, menções a cantinhos de leitura cresceram 48%, indicando busca por áreas reservadas dentro de plantas compactas, enquanto as pressões de acessibilidade levam compradores a priorizar custos de manutenção, aquecimento e seguro. À Forbes, Amanda Pendleton, especialista em tendências da Zillow, destaca que esse ajuste financeiro acelerou uma redefinição do conforto, deslocando a demanda para imóveis que entregam mais uso com menos área.
A eficiência energética ganhou peso na casa ideal nos Estados Unidos, com anúncios que citam consumo energético zero em alta de 70%, baterias residenciais com avanço de 40% e estações de recarga para veículos elétricos com aumento de 25%. Ao mesmo tempo, cores neutras como o bege “Sand Dollar” perderam espaço para tons saturados, enquanto itens de lazer como pickleball, simuladores de golfe e spas residenciais passaram a integrar a proposta de valor dos novos projetos.
*Com informações do portal Forbes.
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