O eixo que norteia o posicionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o desenvolvimento e a competitividade da indústria permeiam a política de Estado, o combate ao Custo Brasil, focado em energia, e a queda sustentada dos juros.
Ao passo que o enfoque decorreu da pontuação do diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles. O gestor pontua critérios convergentes delineados para governança presidencial por meio de um documento elaborado pela entidade apresentando sugestões.
O relatório se denomina de “Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis”. O parecer possui parâmetros relacionados à política industrial, o desenvolvimento regional e a agenda de inovação e transformação digital do país.
No entanto, o dirigente aborda como fatores redimensionados de baixa convergência assinalando temas relacionados às relações do trabalho e medidas voltadas ao ambiente macroeconômico. Telles, neste ínterim, destaca eixos prioritários para o crescimento do país até 2050.
Na conjuntura, o dirigente segmenta pontuações na macroeconomia para o crescimento sustentado e políticas para garantir o desenvolvimento produtivo. Além disso, na agenda microeconômica, a redução do Custo Brasil e a melhoria do ambiente de negócios.
O diretor, contudo, avalia que em nenhum momento da recente história do Brasil estes conceitos agregaram fatores simultâneos de agendas governamentais no país. E conforme Telles, o englobamento infere entraves que impedem o desenvolvimento do Brasil.
“Combinar esses três eixos, simultaneamente, é o segredo para que o Brasil possa acelerar o ritmo de crescimento, deixar para trás o retrocesso e se destacar entre os países de renda média e alta até 2050”, acrescenta o gestor.
Produção industrial apresenta avanço de 0,4% no acumulado do ano
A produção industrial obteve avanço no acumulado do ano no dígito de 0,4% até setembro. No entanto, no cálculo somente de setembro, resultou queda de 0,8% na comparação com agosto. Ao passo que o circuito apresenta variação predominantemente negativa desde maio deste ano.
Os dados constatados anunciados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (05), pelo IBGE. Na avaliação da entidade, os itens que resultaram a lacuna negativa inseriram nos produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%).
O gerente da pesquisa, André Macedo, enfatiza que o impacto negativo, em setembro, se atrelou em decorrência da menor produção do álcool etílico e dos derivados do petróleo.
“E o setor de produtos alimentícios, que foi influenciado pela menor produção do açúcar, interrompeu 2 meses consecutivos de crescimento na produção. Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas “, analisa Macedo.
O gestor do IBGE aponta que a contribuição positiva resultou em setores de produtos químicos (1,7%) e de produtos do fumo (20,3%). A unidade em destaque, em média, introduziu no crescimento nas indústrias extrativas (1,7%), o qual interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas. “Nesta atividade, os destaques ficaram por conta da maior extração de óleos brutos do petróleo, gás natural e minérios de ferro”, relata Macedo.
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