A desconexão digital, o contato com a natureza e a valorização do descanso orientam projetos da CASACOR Ceará 2026. Na 28ª edição da mostra, arquitetos, designers e paisagistas exploram diferentes formas de incorporar conforto e bem-estar aos ambientes.
Com o tema “Mente e Coração”, a exposição reúne propostas que combinam materiais naturais, iluminação, paisagismo e espaços de convivência. Além disso, os projetos abordam a relação entre arquitetura, rotina e cuidado com o corpo.
Desconexão digital e atividade física ganham espaço
Na Suíte Cipó, André Monte propõe um ambiente para reduzir o contato com telas e outros estímulos cotidianos. A cama organiza o espaço e marca a transição entre convivência e individualidade. Madeira, pedra natural, metal, livros e obras de arte reforçam a identidade do projeto.

Já o Naguri Wellness – Matrix, assinado pela NLPX Arquitetura, de Naiana Lima e Priscilla Ximenes, aproxima atividade física e arquitetura. Com 130 m², o ambiente combina equipamentos de exercício, luz indireta, tons suaves e paisagismo. A proposta incorpora referências da técnica japonesa Naguri, das dunas cearenses e dos equipamentos Onyx, da Matrix Fitness.

Lounges e jardins valorizam a pausa
O Sereno Lounge – WeeTravel | Regent Cruises, de Ana Rita Luna e Silvia de Castro, explora o conceito de luxo silencioso. O projeto aposta no conforto e na desaceleração, com uma proposta relacionada à experiência de viajar. O espaço representa a WeeTravel, especializada em viagens exclusivas, e a Regent Seven Seas Cruises, marca de cruzeiros de luxo.
Por sua vez, o Estar Entre Folhas – Guaramiranga, de Isabelle Miranda e Tiago Falcão, aproxima arquitetura e paisagem serrana. Madeira e vidro integram a composição, enquanto uma estante vazada, pedras naturais, livros e obras de artistas e artesãos cearenses reforçam a proposta. O ambiente convida à leitura, à conversa e a pequenos rituais cotidianos.
O contato com o verde também orienta o Casulo – Café Comércio, assinado pelo Estúdio Vinicius Macêdo. Instalado sob uma grande mangueira, o espaço recupera referências das varandas brasileiras e integra interior e jardim. Além disso, funciona como ponto de pausa no circuito da mostra, com sombra e vegetação.

Projetos conectam arquitetura e biodiversidade
No Refúgio Araripe, Bruna Rafaélli parte da imagem do soldadinho-do-araripe, ave rara e ameaçada de extinção, exclusiva do Ceará e associada às nascentes da Chapada do Araripe. Madeira, vidro, texturas orgânicas e tons terrosos aproximam a arquitetura da biodiversidade e da paisagem.
Já a Casa Kai, de Afonso Tomoda, com curadoria da Fina Casa, explora o conceito japonês Wabi-Sabi. A proposta valoriza as marcas do tempo e a autenticidade dos materiais. Para isso, combina madeira, pedra, texturas artesanais, tons terrosos e iluminação indireta, em diálogo com referências tropicais do Ceará.
No Living Artéria, Lia Sampaio e Erasmo Pereira Arquitetura e Interiores combinam arte, arquitetura e materiais naturais. Pedras, tecidos, mobiliário e obras de arte criam diferentes camadas de cores e texturas. Dessa forma, o ambiente propõe uma experiência de convivência marcada pela observação dos elementos e das relações visuais.

Instalações exploram luz água e materiais naturais
A instalação Origem, ondas que conectam, de Jander Jucá, utiliza 40 metros lineares de bambu natural e tecido translúcido tensionado em curvas orgânicas. Dois arcos com vegetação pendente criam sombra e filtram a luz. À noite, a estrutura se transforma em um portal luminoso, enquanto o desenho modular permite seu reaproveitamento.

Em Entre Tramas e Águas, projeto de Thiago Borges – Arquitetura da Paisagem, água, vegetação e arquitetura organizam um jardim concebido como espaço de pausa. Um pergolado de madeira com muxarabis filtra a luz e permite a circulação do ar. Sob a estrutura, um espelho d’água envolve uma árvore escultural, enquanto a piscina natural e a pedra integram a composição.
À noite, a iluminação destaca os diferentes planos da paisagem. Assim, o projeto reforça a proposta contemplativa do ambiente.
CASACOR Ceará 2026 reúne 35 ambientes
Ao reunir essas propostas, a mostra apresenta diferentes interpretações sobre o papel dos espaços na rotina contemporânea. Desconexão digital, atividade física, contato com a natureza e descanso aparecem como elementos incorporados às escolhas arquitetônicas.
A CASACOR Ceará 2026 reúne 35 ambientes assinados por 51 profissionais, além de cerca de 140 empresas parceiras. A visitação ocorre até 29 de novembro, na Rua Tibúrcio Cavalcante, 607, no bairro Meireles, em Fortaleza, em um imóvel da Moura Dubeux.
Serviço
CASACOR Ceará 2026
- Período: 15 de outubro a 29 de novembro de 2026
- Local: Rua Tibúrcio Cavalcante, 607, Meireles, Fortaleza (CE)
- Ingressos: site oficial
- Funcionamento: terça-feira a sábado, das 16h às 22h; domingos e feriados, das 15h às 21h
- Datas especiais: 2 e 20 de novembro, das 15h às 21h; 15 de novembro, das 15h às 21h
- Entrada inteira: R$ 98
- Meia-entrada: R$ 49
- Passaporte: R$ 290, pessoal e intransferível, com direito a visitas durante o período de funcionamento
- Professores da rede pública: entrada gratuita mediante apresentação de documento funcional.
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