Tarifas dos EUA elevam atenção a créditos tributários de exportadoras

tarifas ceará eua e balança comercial
Tarifas dos EUA pressionam margens de exportadoras brasileiras e aumentam a importância de créditos tributários e mecanismos de desoneração. (Foto: Envato Elements)

A pressão das tarifas dos Estados Unidos sobre as exportadoras brasileiras aumenta a importância da recuperação de créditos tributários e dos mecanismos de desoneração. Nesse cenário, empresas industriais e do agronegócio passam a avaliar com mais atenção instrumentos que podem ajudar a preservar margens e fluxo de caixa.

O levantamento analisado considera uma tarifa de 25% e identifica quatro principais frentes de discussões tributárias: Reintegra, drawback, créditos de PIS/Cofins, IPI e ICMS e a caracterização de operações de exportação.

No entanto, o estudo não comprova aumento estatístico de processos provocado pelas tarifas. Além disso, a cobrança externa não cria, por si só, um novo tributo no Brasil.

Reintegra exige atenção ao prazo de 90 dias

Entre os precedentes está o Tema 1.108 do STF, relacionado ao Reintegra. No julgamento do ARE 1.285.177, o tribunal entendeu que a redução ou revogação do benefício representa aumento indireto das contribuições de PIS e Cofins.

Por isso, a alteração deve respeitar a anterioridade de 90 dias. Assim, empresas precisam considerar esse intervalo no planejamento tributário.

Drawback amplia necessidade de controle

Já no drawback, as principais discussões envolvem compromissos de exportação, vinculação dos insumos, registros e documentação.

Nesse caso, falhas ou descumprimentos podem gerar cobrança de tributos suspensos, além de juros e multas. Portanto, o acompanhamento de prazos e documentos ganha importância.

Créditos dependem de cada operação

O levantamento também reúne decisões sobre créditos de PIS/Cofins ligados a custos e despesas de exportação, inclusive em operações com drawback.

Da mesma forma, há precedentes sobre créditos presumidos de ICMS. Entretanto, o aproveitamento depende do período, da natureza do crédito, da legislação aplicável e da documentação disponível.

Indústria e agro concentram atenção

Máquinas, equipamentos, papel e celulose, químicos, petroquímicos, agronegócio industrializado e metalurgia aparecem entre os segmentos com discussões relevantes.

Nesse contexto, a combinação entre pressão tarifária, custos de insumos e obrigações tributárias reforça a necessidade de planejamento. Assim, mapear créditos, revisar regimes e controlar documentos pode ajudar as exportadoras a preservar caixa e reduzir riscos.

Saiba mais:

Setor da pecuária é o mais contemplado nos recursos do FNE com R$ 13 bilhões em 2027 

Agropecuária do Ceará cresce 13,88% e impulsiona economia em 2026

Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado

Siga a Trends: