Mercado de luxo online movimenta R$ 4,12 bi em 2026

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Mercado de luxo online movimenta R$ 4,12 bilhões até agosto de 2026, com crescimento de 2,1% e alta de 3,9% no Nordeste. (Foto: Envato Elements)

O mercado de luxo pela internet movimentou R$ 4,12 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. O valor representa crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Confi, por meio da solução Neotrust, em parceria com o E-Commerce Brasil.

Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor mudou. O número de pedidos caiu 0,3%, para 6,22 milhões. No entanto, cada compra passou a reunir mais produtos.

A média de itens por pedido subiu de 2,05 para 2,19 produtos. Com isso, os consumidores compraram 13,58 milhões de itens no período, alta de 6,5%.

Por outro lado, o preço médio por produto caiu 4,1% e chegou a R$ 303,51. Já o ticket médio por pedido avançou 2,4%, para R$ 663,29.

Segundo Pedro Chiamulera, CEO da Confi, os dados apontam para uma mudança no comportamento de compra. “Os dados mostram que o consumidor está alterando o seu comportamento, formando cestas maiores, mas a partir de produtos mais baratos”, afirma.

Moda lidera o consumo de luxo

A categoria Moda e Acessórios concentrou 59,8% das compras analisadas. O segmento movimentou R$ 2,47 bilhões no período.

Apesar da liderança, a categoria registrou queda de 1,8% no faturamento em relação a 2025. No acumulado, o setor apresentou retração de 3,6%.

Em seguida, Beleza e Perfumaria movimentou R$ 609,7 milhões. A categoria cresceu 17,3% e representou 14,8% do valor analisado.

Além disso, outras categorias apresentaram crescimento mais acelerado. Utilidades Domésticas avançou 49,1% e alcançou R$ 66,5 milhões.

Na mesma direção, a categoria de Saúde cresceu 30,8%. Portanto, o desempenho mostra que o consumo premium digital se distribui por diferentes segmentos.

“O levantamento mostra que o consumidor de alto padrão não é homogêneo e que as oportunidades de crescimento estão se deslocando entre categorias”, afirma Chiamulera.

Móveis têm maior ticket médio

Embora algumas categorias tenham ampliado o faturamento, o valor das compras varia de forma significativa entre os segmentos.

Móveis registraram o maior ticket médio, de R$ 1.934. Na sequência, Banho, Cama e Mesa apresentou média de R$ 1.300 por compra.

Já Relógios e Joias registrou ticket médio de R$ 1.121. A categoria movimentou R$ 487,6 milhões no período, mas apresentou queda de 4,7%.

Além disso, o segmento aprofundou a retração nos dois últimos meses analisados. A queda passou de 4,5% no primeiro semestre para 5,3% em julho e agosto.

Nordeste cresce 3,9% no mercado premium

O Nordeste apresentou crescimento de 3,9% nas compras de produtos de alto padrão pela internet nos oito primeiros meses do ano.

Todas as regiões brasileiras registraram expansão. O Norte liderou o crescimento, com alta de 5,6%, seguido pelo Sul, com 4,4%.

Na sequência, aparecem o Nordeste, com 3,9%, e o Centro-Oeste, com 3%. O Sudeste, por sua vez, apresentou crescimento de apenas 0,1%.

Apesar do ritmo menor, o Sudeste ainda concentra 59% do faturamento da cesta analisada. A participação, contudo, caiu 0,9 ponto percentual no período.

O desempenho regional também aparece nos valores médios das compras. Sul e Centro-Oeste registraram os maiores tickets, de R$ 705 e R$ 703, respectivamente.

Já o Sudeste apresentou ticket médio de R$ 654. Portanto, regiões fora do principal centro de consumo do país apresentam compras médias superiores.

“O Norte liderar o crescimento, com alta de 5,5%, e o Centro-Oeste apresentar o maior ticket médio do Brasil são sinais interessantes de como o consumo premium digital vem ganhando força em diferentes mercados”, afirma Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil.

Consumo de luxo amplia presença digital

Para Pati, os resultados indicam novas oportunidades para marcas que atuam no segmento de alto padrão. Segundo ele, o comportamento do consumidor fora dos grandes centros também precisa entrar nas estratégias de expansão.

Nesse sentido, o levantamento mostra que o mercado premium não está concentrado apenas no Sudeste. Regiões como Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste apresentam crescimento acima ou próximo da média nacional.

“Existe um consumidor de alto padrão fora dos centros tradicionalmente associados ao luxo, e os dados ajudam a dimensionar melhor essa oportunidade”, afirma Pati.

O levantamento acompanhou 92 cadastros de lojas de e-commerce de alto padrão. A amostra inclui segmentos como moda autoral, joalheria, alta perfumaria, beleza, casa, revenda de luxo e shoppings.

Com isso, os dados apontam para um mercado no qual o consumidor faz menos pedidos, mas amplia o número de itens por compra. Ao mesmo tempo, a redução do preço médio dos produtos ajuda a explicar a combinação entre maior quantidade de itens e crescimento moderado do faturamento.

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