O índice de evolução da produção industrial constatado em julho voltou a superar a linha divisória de 50 pontos pela primeira vez desde março, conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A variável atingiu 51 pontos, após a entidade averiguar que a conjuntura industrial subiu a meta do dígito 2,6 pontos. No ano, o enquadramento ocorreu pela segunda vez.
Além disso, ao que tange à Utilização da Capacidade Instalada (UCI) o patamar permaneceu em 70%. Neste quesito, a UCI assinalou um ponto percentual abaixo do registrado em julho de 2024 e de 2025.
Ao passo que também em evolução, o parâmetro do índice de estoques, o qual aumentou 1,7 ponto, na passagem de junho para julho, alcançando os 51 pontos.
O indicador suplantou a linha de 50 pontos pela primeira vez no ano, sinalizando alta dos estoques de produtos finais da indústria após oito meses de queda.
Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo com o planejado pelos industriais avançou 0,2 ponto, de 50 para 50,2 pontos. O resultado mostra que o nível de estoques continua em linha com o projetado pelas empresas.
Juros altos prejudica a indústria
Contudo, o índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 0,6 ponto em agosto, passando de 53,2 para 52,6 pontos. O recuo, segundo o indicador, é o terceiro consecutivo no ano, e o mais baixo de 2026.
A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, salienta que a queda da intenção de investimento da indústria resulta da continuidade do ambiente macroeconômico desfavorável para o setor.
“Isso se deve, principalmente, a três motivos: o patamar elevado dos juros; o aumento dos custos de produção e a forte entrada de produtos importados”, afirma.
Ao que consiste a expectativa da menor propensão para investir dos empresários industriais ao grau de quantidade de exportação, o apurado da sondagem em agosto avaliou que houve queda proporcional de 1,5 para 49,5 pontos, e número de empregados de 0,7 para 49,4 pontos.
O mês de agosto apresentou diminuição ao que remonta a diminuição do otimismo dos empresários quanto à compra de insumos e matérias-primas e à demanda dos consumidores nos próximos meses.
Em proporção, o primeiro índice caiu 1,2 ponto, para 51,2 pontos; o segundo recuou 0,7 ponto, para 52,6 pontos. Os dois indicadores seguem acima dos 50 pontos, apontando expectativas positivas, ainda que em menor grau do que em julho.
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