A janela de negociação eletrônica de ativos de renda fixa no mercado secundário da Bolsa de Valores brasileira, a B3, alcançou num único dia, o volume financeiro de R$ 16,57 bilhões, rentabilizando através de Títulos Públicos Federais (TPF).
Na ocasião, as operações contabilizaram 1.431 aplicações. Segundo a B3, o resultado é um recorde histórico, e a meta ocorreu no dia 17 de agosto de 2026. Nesse ínterim, a última variável antes do recorde atual assinalou no dia útil anterior, registrando 1.179 negócios. Até então o topo do ranking obtido com 1.178 operações, no dia 15 de maio de 2025.
A B3 explica que o panorama atual estabeleceu em virtude do aumento das negociações dos títulos emitidos pelo governo federal, que mede a conjuntura, conforme a medição inflacionária do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA.
Essa classificação é denominada de NTN-B (Nota do Tesouro Nacional Série B). Na conjuntura do recorde atual, as conexões com o ativo corresponderam por cerca de 93% de todas as operações realizadas. O superintendente de Produtos de Renda Fixa da B3, Fernando Bianchini, reforça o crescente interesse de investidores no mercado por títulos indexados à inflação e a expansão da liquidez do segmento.
“Esse avanço é resultado também das nossas iniciativas que ampliam a eficiência e as oportunidades para investidores no mercado secundário”, afirma.
Trademate é a nomenclatura da operação eletrônica
O Trademate é a plataforma da B3 para negociação eletrônica de ativos de renda fixa no mercado secundário. Ao passo que em agosto, a plataforma conquistou pela 24° vez consecutiva, através da consulta do Tesouro Nacional, como ferramenta oficial para a compra e venda de títulos públicos federais.
Além disso, o procedimento de escolha acontece a cada semestre via análise de nove bancos e três corretoras credenciadas, com o objetivo de promover o desenvolvimento dos mercados primário e secundário de títulos públicos.
Atribuições do Trademate:
- Negociação em tela: conecta bancos, corretoras, gestoras e investidores institucionais em um ambiente digital unificado com livros de ofertas.
- Diversidade de ativos: movimenta títulos públicos federais (como Tesouro Direto institucional), títulos privados (debêntures, CRIs, CRAs) e Créditos de Descarbonização (CBIOs).
- Eficiência e segurança: rastreabilidade, conformidade regulatória e integração automatizada com os sistemas de pós-negociação da bolsa.
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