A denotação monetária do mercado de fundos imobiliários atingiu o patamar de 3,297 milhões de investidores no mês de julho, conforme contatação da Bolsa de Valores do Brasil, a B3. O panorama é novo recorde da série da entidade.
Além disso, a estatística representa aumento de aproximadamente 47 mil investidores em relação a junho, quando a variável alcançou 3,250 milhões.
Nesse ínterim, para efeito de comparação, no mês de outubro, os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), registraram base de 2,887 milhões de investidores.
A partir de então a conjuntura delineou crescimento de quase 14,2% em nove meses, absorvendo 410 mil investidores. No englobamento, 73,7% caracterizam pessoas físicas, enquanto investidores institucionais assinalam 20,6%.
Contudo, ao que tange recursos, em julho, o setor absorveu R$ 11,6 bilhões em volume negociado, resultado acima dos índices de junho e maio, respectivamente, R$ 9,6 bilhões e R$ 10,5 bilhões.
O estoque financeiro de cotas de FIIs da B3 encerrou julho em R$ 196 bilhões, mesmo nível registrado em junho. No entanto, o montante configurou abaixo dos meses de maio (R$ 198 bilhões) e abril (R$ 201 bilhões).
Especialista avalia conjuntura
A sócia e diretora de investimentos imobiliários da Rio Bravo, Anita Scal, avalia que os dados revelam maturidade do varejo brasileiro, ao que concerne o segmento alcançar mais de três milhões de investidores.
“É a prova de que o brasileiro passou a enxergar os FIIs como ferramenta para construção de patrimônio”, complementa.
A especialista menciona que a indústria acompanhou o grau de sofisticação, e atualmente evidencia consideráveis fundos com novas propostas e estratégias.
“Fazemos isso há mais de 20 anos e acompanhamos essa evolução da indústria com muito orgulho e satisfação. Nosso objetivo é criar cada vez mais alternativas para uma carteira diversificada lastreada em ativos reais”, afirma.
Anita realça que o setor manteve a base acima de 2,8 milhões de cotistas durante todo o ano de 2025, pontuando que o investidor não submete no recuo na primeira oscilação da Selic.
Ela destaca que o ativo foca na proteção contra a inflação e nos contratos de longo prazo. A especialista frisa que 75% das pessoas físicas que investem em FIIs possuem até R$ 40 mil na classe, e 50% possuem até R$ 5 mil.
“Ou seja, é um veículo acessível, de entrada, que permite às pessoas uma grande diversificação e acesso a veículos mais sofisticados com um ticket baixo”, relata.
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