O Ceará discutiu oportunidades de ampliação das relações comerciais e de investimentos com os Estados Unidos durante encontro realizado na última terça-feira (18), em Fortaleza. A reunião abordou temas como comércio exterior, transição energética e infraestrutura tecnológica. Além disso, a agenda tratou da atuação internacional da indústria cearense e de possíveis frentes de cooperação.
Durante o encontro, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) apresentou dados sobre a participação do Estado no comércio exterior e projetos relacionados à expansão de investimentos em energia e tecnologia. Para isso, a apresentação utilizou informações do estudo “Ceará: o futuro em construção”, elaborado pelo Observatório da Indústria Ceará.
Comércio exterior entra na agenda
A discussão também tratou da diversificação da pauta industrial cearense e da presença de empresas locais em mercados internacionais. Entre os segmentos apresentados estão cera de carnaúba, calçados, pedras ornamentais, siderurgia, moda, alimentos, bebidas, cimento e energia.
Além disso, dados apresentados pelo Observatório da Indústria Ceará e pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) abordaram a relação comercial entre o Ceará e os Estados Unidos. Nesse contexto, o encontro também tratou de oportunidades para ampliar as trocas comerciais e aproximar empresas dos dois mercados.
Ao mesmo tempo, a agenda incluiu possibilidades de cooperação institucional. Dessa forma, a discussão não ficou restrita ao comércio exterior e também envolveu investimentos e projetos ligados à transformação da economia.
Energia renovável e tecnologia
A transição energética também ocupou espaço na reunião. Segundo os dados apresentados, a expansão das fontes renováveis e o desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde podem ampliar as oportunidades de investimentos no Ceará.
Nesse contexto, a infraestrutura tecnológica aparece como outra frente de interesse. O encontro abordou, em especial, as condições para a implantação de data centers, empreendimentos que demandam elevado volume de energia e infraestrutura de conectividade.
Além disso, a disponibilidade de fontes renováveis pode contribuir para a instalação de atividades industriais e tecnológicas com alto consumo energético. Assim, energia, conectividade e novos investimentos passam a integrar uma mesma agenda de desenvolvimento.
Relações institucionais
O encontro reuniu representantes da FIEC e da representação diplomática norte-americana. Participaram da reunião o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, e o cônsul-geral dos Estados Unidos no Recife, Kyle Richardson.
Também estiveram presentes o diretor financeiro adjunto da FIEC, Carlos Rubens Alencar; o economista-chefe da FIEC e gerente do Observatório da Indústria Ceará, Guilherme Muchale; a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC e presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEC (CORIN), Karina Frota; e o assessor da Presidência da FIEC, Hugo Acácio.
Pela comitiva norte-americana, participaram o chefe de Diplomacia Pública, Eric Concha, e a assessora de Política e Economia, Joana Cavalcanti.
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