O Arco Metropolitano de Pernambuco avança em uma nova etapa e reforça a estratégia do Estado para ampliar a infraestrutura logística. Atualmente, o Governo executa as obras do Lote 2 do Segmento Sul, enquanto prepara as próximas fases do empreendimento, considerado um dos principais projetos viários do Nordeste.
O trecho em construção possui 25,32 quilômetros, ligando a BR-232, em Moreno, à BR-101, no Cabo de Santo Agostinho. O investimento chega a R$ 632 milhões, e a conclusão está prevista para o fim de 2027.
Ao mesmo tempo, o Governo aguarda a autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para licitar o Lote 1. Além disso, desenvolve os estudos técnicos do trecho Norte, que completará o corredor logístico estadual.
Segundo André Fonseca (Foto), diretor-presidente do DER-PE, a obra avança conforme o cronograma. “A ampliação das frentes de serviço e o reforço das equipes demonstram o compromisso do Governo do Estado em entregar uma rodovia moderna, capaz de transformar a mobilidade da Região Metropolitana, reduzir o tempo de deslocamento e fortalecer a logística pernambucana”, afirma.

Obras entram em fase estratégica
As equipes trabalham, atualmente, em duas frentes de serviço. Em Moreno, as intervenções abrangem um trecho de 1,2 quilômetro. Já no Cabo de Santo Agostinho, os serviços alcançam 9,1 quilômetros, dos quais cinco já estão em execução.
Além disso, o empreendimento mobiliza 348 trabalhadores entre profissionais diretos e indiretos. Paralelamente, outras 120 contratações estão em andamento para ampliar a capacidade operacional.
Até o momento, as equipes executaram 600 metros de bueiros e constroem outros 400 metros. Também avançam as galerias retangulares, as passagens de fauna e os serviços de terraplenagem.
Ao mesmo tempo, a movimentação de terra supera 610 mil metros cúbicos de aterro compactado e 670 mil metros cúbicos de escavações. Para acelerar os trabalhos, a obra conta com uma ampla frota de máquinas pesadas.
Próximas etapas ampliarão o corredor logístico
Enquanto executa o trecho Sul, o Governo concentra esforços para acelerar os demais segmentos do Arco Metropolitano.
Primeiramente, a prioridade é concluir a análise técnica do DNIT sobre os ajustes do Lote 1. Depois dessa etapa, o Estado poderá negociar os valores do contrato e publicar a licitação.
Além disso, seguem os estudos do trecho Norte, considerado essencial para integrar a malha rodoviária e conectar o corredor logístico até a região de Goiana.
Projeto deve ampliar competitividade do Estado
Com a conclusão da obra, Pernambuco espera fortalecer sua infraestrutura logística e ampliar sua competitividade econômica.
Entre os principais impactos previstos estão:
- redução do tráfego de caminhões na BR-101;
- maior integração entre as BRs 101, 232 e 408;
- fortalecimento da conexão com o Complexo Industrial Portuário de Suape;
- redução dos custos de transporte;
- atração de novos investimentos industriais e logísticos;
- geração de empregos durante e após as obras;
- estímulo ao desenvolvimento de municípios como Moreno, Cabo de Santo Agostinho, Escada e Vitória de Santo Antão;
- maior eficiência no transporte de cargas.
Arco Metropolitano é aposta para o desenvolvimento
O setor produtivo considera o Arco Metropolitano um dos principais vetores de crescimento de Pernambuco nas próximas décadas.
A expectativa é que a rodovia fortaleça a competitividade do Estado, amplie a capacidade logística de Suape, incentive novos polos industriais e reorganize a expansão urbana da Região Metropolitana do Recife.
Para André Fonseca, cada etapa concluída representa um avanço estratégico. “Estamos executando uma obra de grande complexidade técnica, que exige planejamento, engenharia e responsabilidade ambiental. Cada fase concluída representa um avanço importante para a implantação do Arco Viário Metropolitano, um investimento que terá impacto direto no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e na qualidade de vida da população.”
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