Fundos de investimento captam R$ 184,7 bilhões no 1º semestre

Fundos de investimento
Fundos de investimento registram captação líquida de R$ 184,7 bilhões no primeiro semestre de 2026 e renda fixa lidera as aplicações. (Foto: Magnific)

Os fundos de investimento encerraram o primeiro semestre de 2026 com captação líquida de R$ 184,7 bilhões. O volume considera estratégias líquidas e estruturadas. Na prática, o resultado representa um crescimento de quase 120% em relação ao mesmo período de 2025, quando a indústria captou R$ 84,1 bilhões.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o patrimônio da indústria alcançou R$ 11,1 trilhões ao fim de junho. No mesmo período do ano passado, o montante somava R$ 10,1 trilhões.

Fundos de investimento ampliam captação com renda fixa

A renda fixa concentrou a maior parte dos aportes no semestre. A categoria recebeu R$ 108,4 bilhões em captação líquida. Desse total, R$ 83,2 bilhões seguiram para fundos de baixa duração, utilizados principalmente como reserva de liquidez por famílias e empresas.

Atualmente, a renda fixa reúne R$ 4,7 trilhões em patrimônio. Com isso, a categoria representa 42,3% dos recursos aplicados pelos investidores brasileiros na indústria de fundos.

ETFs

Os fundos de índice (ETFs) captaram R$ 32,5 bilhões entre janeiro e junho. Além disso, a classe acumula saldo positivo de R$ 50,6 bilhões nos últimos 12 meses, considerando aplicações e resgates.

Ao mesmo tempo, o patrimônio dos ETFs atingiu R$ 116,6 bilhões, reforçando o crescimento desse segmento entre os investidores.

Multimercados registram saídas

Na direção oposta, os fundos multimercados tiveram resgates líquidos de R$ 9,9 bilhões desde janeiro. Da mesma forma, os fundos de previdência perderam R$ 8,6 bilhões, enquanto os fundos de ações registraram saída líquida de R$ 6,5 bilhões.

Fundos estruturados atraem novos recursos

Entre os fundos estruturados, os Fundos de Investimento em Participações (FIP) receberam R$ 32,1 bilhões em captação líquida no semestre. Com isso, o patrimônio da categoria chegou a R$ 852,7 bilhões.

Por outro lado, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) captaram R$ 30,6 bilhões. Ao final de junho, o patrimônio desse segmento alcançou R$ 770,3 bilhões.

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