A projeção do mercado financeiro da inflação para este ano reduziu para o patamar de 5,30%, segundo informe do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6), pelo Banco Central (BC).
A princípio, a medição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) prospectava uma estimativa de 5,33%.
A diminuição do dígito ocorre pela primeira vez após 16 semanas.
No entanto, o percentual permanece acima da meta almejada pelo BC, alusiva a 3%, obtendo intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.
Para 2027, a projeção da inflação oscila de 4,17% para 4,18% no cálculo em relação à semana anterior.
As estimativas para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.
O analista de investimento, Fábio Pestana, destaca que o IGP-M recuou 0,50% em junho, após alta de 0,84% em maio.
O especialista frisa que a desaceleração tende a aliviar parte da pressão sobre custos industriais, contratos indexados e novos empreendimentos imobiliários.
No entanto, relata que como o Focus manteve a inflação ao consumidor acima de 5%, o Banco Central ainda não possui espaço para flexibilizar significativamente a política monetária.
Fábio analisa que a combinação envolvendo o PIB projetado em 1,99%, Selic em 14,00% e IPCA de 5,33% demonstra a capilaridade do país operar num ambiente de crescimento moderado e custo de capital elevado.
“Assim, as empresas tendem a depender menos do acesso ao crédito tradicional e mais da capacidade de estruturar operações eficientes, compatíveis com seu fluxo de caixa e perfil de risco”, pontua.
PIB, Selic e câmbio
A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 1,99% para este ano, conforme análise do Boletim Focus.
Ao passo que na projeção para 2027, o indicador apresentou crescimento de 1,68%, para 1,69%.
Além do mais, para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos seguintes.
A previsão da Taxa Selic aponta para mais um corte na próxima reunião do Copom, cotada para ocorrer no início de agosto.
A expectativa da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção.
Ao que tange o câmbio, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e 2028, em R$ 5,35.
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