O projeto Acelera Ceará deu início às suas primeiras turmas nos municípios de Missão Velha, Itatira e Itapajé. A Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Ceará) firmaram a parceria para qualificar trabalhadores e atender às demandas do mercado local.
Ao todo, 100 alunos já frequentam cursos nas três cidades. Em Missão Velha, 20 participantes estudam Instalação Elétrica Predial. Em Itatira, 40 pessoas aprendem Mecânica de Manutenção de Motocicletas. Já em Itapajé, outros 40 alunos cursam Iniciação Profissional em Boas Práticas de Fabricação.
Acelera Ceará prevê 68 turmas
As turmas iniciais integram um programa de maior alcance. Danilo Serpa, presidente da Adece, explica o escopo da iniciativa: “Esses são os primeiros grupos de um total de 68 turmas que serão formadas nas 14 regiões de planejamento do Ceará. O projeto faz parte de uma estratégia liderada pelo governador Elmano de Freitas para qualificar profissionais que atendam às demandas das indústrias já instaladas e das que irão se instalar nessas regiões.”
Nesse sentido, os cursos cobrem seis segmentos produtivos: alimentos, automotivo, calçados, construção civil, energia e vestuário. Assim, o projeto prepara trabalhadores tanto para empresas já presentes nas regiões quanto para as que chegam ao estado. Por consequência, as cadeias produtivas locais tendem a se fortalecer à medida que a qualificação avança.
Qualificação e empreendedorismo no foco
Além da inserção no mercado formal, o Acelera Ceará estimula competências empreendedoras entre os participantes. Rafael Branco, diretor de Suporte a Negócios da Adece, detalha os objetivos: “Essa parceria com o Senai Ceará tem o objetivo de capacitar 1.360 cearenses, oferecendo formação tanto para inserção no mercado de trabalho quanto para o empreendedorismo. Trata-se de uma ação estratégica que promove qualificação profissional, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico.”
Dessa forma, a iniciativa vai além da formação técnica. Ao mesmo tempo, contribui para o desenvolvimento econômico e social dos municípios atendidos. Por isso, o projeto representa uma aposta concreta na geração de renda no interior cearense.
Investimento de R$ 1,8 milhão
A Adece destinou R$ 1,5 milhão ao projeto, enquanto o Senai Ceará entrou com R$ 332,7 mil como contrapartida econômica. No total, a iniciativa movimenta R$ 1.832.769,29. Afinal, o modelo de parceria público-privada permite ampliar o alcance da qualificação profissional sem onerar integralmente o orçamento público. Da mesma forma, esse formato viabiliza a expansão do programa para as 14 regiões de planejamento do estado.
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