A expansão da energia solar no Ceará ganhou um novo capítulo com a autorização para operação comercial plena do Complexo Solar Lagoinha, da CGN Brasil, em Russas. A autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contempla quatro usinas fotovoltaicas que somam 165 megawatts (MW) de capacidade instalada.
Com isso, o empreendimento passa a integrar oficialmente a geração de energia do país. Além de ampliar a oferta de energia renovável, o projeto reforça a posição do Ceará como um dos principais destinos para investimentos em geração limpa no Brasil.
Energia solar amplia capacidade no Ceará
A Aneel autorizou a entrada em operação das usinas Lagoinha I, Lagoinha II, Lagoinha III e Lagoinha IV. Juntas, elas formam o Complexo Solar Lagoinha, construído em uma área de 304 hectares no município de Russas.
As obras começaram em dezembro de 2023. Desde então, a CGN Brasil conduziu a implantação do projeto para ampliar sua presença no mercado brasileiro de geração renovável.
Fortalecimento dos investimentos
A entrada em operação do complexo ocorre em um momento de crescimento dos investimentos em fontes renováveis. Nesse sentido, o Ceará segue atraindo projetos ligados à transição energética, impulsionado pela disponibilidade de recursos naturais e pela infraestrutura de transmissão.
Além disso, empreendimentos desse porte contribuem para ampliar a diversificação da matriz elétrica nacional. Ao mesmo tempo, fortalecem a cadeia produtiva associada à geração de energia limpa.
Outros projetos
Enquanto o complexo cearense inicia a operação comercial, outros empreendimentos energéticos receberam avanços regulatórios.
No Paraná, a Aneel autorizou o início da operação em teste da unidade geradora UG1 da termelétrica Jacarezinho. A usina utiliza biomassa como fonte de geração e possui potência de 25 MW.
Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogou por mais 30 anos a concessão da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lajes, localizada em Piraí, no Rio de Janeiro. A unidade conta com potência instalada de 17 MW.
Além das autorizações e renovações, o governo federal enquadrou a PCH Gamba, instalada em Erechim, no Rio Grande do Sul, no Regime Especial de Incentivos para Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi).
Com o enquadramento, o projeto terá suspensão de tributos federais sobre aquisições e serviços vinculados à implantação da usina. O cronograma prevê execução entre maio de 2027 e agosto de 2029.
Segundo as estimativas do projeto, os investimentos em bens e serviços alcançam cerca de R$ 95 milhões. Dessa forma, o incentivo busca aumentar a competitividade do empreendimento e acelerar sua implantação.
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