Tarifas de Trump: Brasil pode enfrentar taxa extra de 12,5%

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Tarifas de Trump voltam ao centro das disputas comerciais. Brasil pode enfrentar taxa adicional de 12,5% sobre exportações para os EUA. (Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)

As tarifas de Donald Trump voltaram a gerar preocupação entre governos e empresas exportadoras. O governo dos Estados Unidos propôs novas sobretaxas sobre produtos importados de 60 economias, incluindo o Brasil. Segundo Washington, esses países não adotam medidas suficientes para combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Nesse contexto, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresentou a proposta. Caso avance, a medida elevará os custos de diversos produtos exportados para o mercado americano. Como consequência, as tensões comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros tendem a aumentar.

Produtos brasileiros

Pela proposta, o Brasil enfrentará uma tarifa adicional de 12,5% sobre exportações destinadas aos Estados Unidos. Enquanto isso, Canadá, México, Reino Unido e integrantes da União Europeia deverão arcar com uma alíquota extra de 10%.

Segundo o governo americano, a iniciativa busca pressionar parceiros comerciais a fortalecer mecanismos de fiscalização das cadeias produtivas.

“É inaceitável que nossos principais parceiros comerciais não tomem medidas contra a importação de produtos fabricados com trabalho forçado”, afirmou Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.

“Isso cria uma situação em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais”, ressaltou

Tarifas de Trump ampliam pressão comercial

A nova proposta surge poucos meses após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar tarifas emergenciais implementadas pela administração Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

Dessa forma, o governo americano busca novos instrumentos legais para sustentar sua política comercial. Ao mesmo tempo, as investigações conduzidas sob a Seção 301 ganharam protagonismo na estratégia de Washington.

Além disso, o governo Trump já anunciou uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em outra investigação relacionada ao comércio digital e a políticas consideradas discriminatórias pelos Estados Unidos.

Exceções

Apesar do aumento tarifário proposto, o governo americano pretende excluir alguns produtos da medida. Entre eles estão energia, terras raras, determinados metais, produtos farmacêuticos e peças de aeronaves.

Da mesma forma, itens agrícolas relevantes para o comércio internacional aparecem entre as exceções. É o caso do café, da carne bovina e de algumas frutas e hortaliças.

Por isso, o impacto das medidas deverá variar conforme o setor econômico e o perfil das exportações de cada país.

Consulta pública

Antes de tomar uma decisão definitiva, o USTR abrirá um período de consulta pública para receber manifestações de empresas, entidades e governos interessados.

Os participantes poderão encaminhar comentários até 6 de julho. Em seguida, o órgão promoverá uma audiência pública marcada para 7 de julho.

Portanto, o debate sobre as tarifas de Trump ainda passará por novas etapas. Contudo, a proposta já sinaliza que a política comercial americana continuará influenciando as relações econômicas globais nos próximos meses.

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