Muito além de morar, o Real Estate aliado a esportes avança no Brasil

real estate origem fortim
O conceito de Real Estate está atrelado à economia do bem-estar em casa e no trabalho que cresce de maneira consistente no mundo. (Foto: Origem Fortim/Divulgação)

O mercado imobiliário brasileiro passa por grandes transformações. Uma delas envolve a transação de imóveis que impactam a vida e a saúde dos consumidores. E que representem ganhos a investidores. É o conceito Real Estate, que inclui construção civil, incorporação, corretagem, financiamento, fundos imobiliários e gestão de ativos. Um conceito atrelado à economia do bem-estar em casa e no trabalho que cresce de maneira consistente no mundo, segundo o Global Welness Institute.

De fato, cada vez mais o consumidor busca um novo estilo de vida em alimentação, autocuidados, envelhecimento saudável e prática de atividades físicas, onde os esportes entram com maior força quanto mais próximos e disponíveis estiverem. Com isso, o Ceará, meca do kitesurf, acabou se tornando um dos grandes vetores de desenvolvimento de regiões como Preá, Jericoacoara, Icaraizinho e outros pontos do litoral oeste.

Um nicho em ascensão

“O mercado imobiliário vem evoluindo para empreendimentos que entregam experiência, bem-estar e estilo de vida, e o esporte entra fortemente nesse conceito. Projetos ligados ao surf, kite, golfe e esportes de praia ganharam espaço porque unem lazer, qualidade de vida e valorização imobiliária”. A avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Patriolino Dias de Sousa (foto), bem ilustra uma tendência que está em curso e que começa a ganhar espaço nas pranchetas dos planejadores.

Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sinduscon-CE. (Foto: Arquivo pessoal)

De fato, atualmente, esse mercado é mais voltado para as classes A e AA, um público que busca exclusividade, segurança e conveniência e que compram unidades a partir da casa do milhão. Isto se deve principalmente ao alto custo da infraestrutura e à localização privilegiada desses empreendimentos que encarecem o preço das áreas.

Além disso, Patriolino Dias lembra que devido a esse fator, viver bem com todas as conveniências e com o esporte associado ainda é um nicho. “É um nicho importante porque agrega inovação, alto valor e forte capacidade de atrair investimentos”, afirma, acrescentando o impacto social e econômico destes empreendimentos que impulsionam o turismo, os serviços e o desenvolvimento regional.

Para ele, o modelo mais sofisticado continuará concentrado no alto padrão, mas muitos conceitos já começam a chegar aos empreendimentos de padrão médio, como áreas esportivas, espaços de convivência, segurança e lazer integrado. “Isso responde diretamente à busca por qualidade de vida diante dos desafios urbanos, como trânsito e violência”, conclui.

Viver bem com o esporte

Como consumidor e profissional envolvido na cadeia da indústria imobiliária, o engenheiro civil George Martins (o segundo da esquerda para a direita na foto) não tem dúvidas de que o viver bem aliando a morar com o esporte é uma tendência muito clara no Brasil, principalmente nos empreendimentos de alto padrão ligados ao litoral cearense. Nele, o esporte — especialmente os náuticos, como o kitesurf — deixou de ser apenas um lazer complementar e passou a fazer parte do conceito do empreendimento e do estilo de vida que ele vende.

Da esquerda para a direita: Álvaro Garnero, George Martins, Marcelo Franco, João Fiuza e Carlos Martin Neto. (Foto: Arquivo pessoal)

“Não é só o kite”, observa ele que assiste a um crescimento importante de esportes como wing foil, que mistura kitesurf, windsurf e stand-up paddle, o downwind (remar a favor do vento), beach tennis, corrida outdoor e outras atividades ligadas ao mar e à natureza. “O empreendimento de luxo passa a oferecer não apenas uma estrutura imobiliária, mas um ecossistema de experiências”, acrescenta.

Para quem acompanha o mercado imobiliário na região, George Martins diz que o esporte hoje tem um peso muito relevante como argumento de venda, porque ele gera pertencimento e recorrência. Não é apenas comprar uma casa de praia para usar eventualmente; é ter um lugar onde ele queira estar constantemente, seja para praticar esporte, reunir a família, receber amigos ou desacelerar da rotina das grandes cidades.

Mais do que status

Normalmente com perfil de alta renda como empresário, executivo ou profissional liberal e na faixa etária entre 35 e 60 anos, esse cliente busca muito mais do que status. É alguém que valoriza qualidade de vida, privacidade, segurança, natureza e experiências. Ele quer conforto com propósito no uso daquele imóvel. Muitas vezes, ele procura um destino onde consiga conciliar lazer, esporte, networking e bem-estar da família num só lugar.

No Ceará, isso já é muito perceptível em regiões como Preá e Jericoacoara, onde o kitesurf ajudou a criar uma identidade muito forte do destino, atraindo um público nacional e internacional de alto padrão.

O fato, segundo o engenheiro e praticante de esportes náuticos, impulsiona não apenas hotelaria e turismo, mas também o mercado imobiliário e a construção civil de alto padrão, porque a demanda deixa de ser apenas turística e passa a ser residencial e patrimonial. “O cliente começa indo pelo esporte e acaba permanecendo, investindo ou construindo no local”, ilustra.

Dados do Governo do Ceará e da Secretaria do Turismo vêm mostrando esta realidade onde o turismo esportivo, especialmente ligado aos esportes de vento, cresce de forma consistente movimentando bilhões na economia do estado e consolidando o Ceará como um dos principais destinos do mundo para a prática do kitesurf.

Vem aí o Fortim 2

O presidente da A&B Incorporações, Aristarco Sobreira (foto), é um dos empresários que já vivenciam a realidade do bem viver como uma tendência, onde o Origem Fortim desponta como símbolo. Um empreendimento que alia luxo com arte e esportes, especialmente náuticos, por conta da privilegiada localização entre rios e o mar integrando a costa cearense de 600 km.

Aristarco Sobreira, presidente da A&B Incorporações. (Foto: Léo Kaswiner)

Por acreditar nesta receita bem-sucedida e orgulhoso de sua obra, ele anuncia o Origem Fortim 2, ainda não batizado, que está em concepção e na fase de estudos de impacto ambiental. “Estamos em uma operação cirúrgica planejando passo a passo para entregar mais um paraíso”, garante ele, adiantando que o novo Fortim será três vezes maior que o primeiro.

Serão 120 unidades de três diferentes tipologias a serem construídas numa área de 15 hectares. O primeiro é constituído de 43 casas em 5 hectares. “Será mantida a mesma baixa densidade para assegurar encantamento e privacidade”, informa Aristarco Sobreira.

O empreendimento, que terá a primeira de três fases lançada ainda neste ano, tem valor geral de vendas de R$ 400 milhões e igualmente nasce com o mesmo conceito de bem viver associado aos esportes, como acredita a A&B Incorporações. “Este é um conceito que está presente em todo o País e que veio para ficar”, finaliza.

Saiba mais:

“A classe média hoje está abandonada no mercado imobiliário”, alerta CEO global do GRI Institute sobre o Real Estate brasileiro

FIIs chegam a 3 milhões de investidores na B3 em janeiro

Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado

Siga a Trends: