A energia solar alcançou 2,9 mil gigawatts (GW) de capacidade em 2025 e passou a responder por 10% da matriz global, segundo dados do setor. O avanço ocorre com liderança da China e expansão na União Europeia, Estados Unidos e Brasil, o que reposiciona a fonte como eixo da transição energética. Em 2015, a capacidade era de 228 GW.
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O crescimento reflete a queda de custos e a escala industrial. Módulos mais eficientes e produção em massa reduziram preços em cerca de 90%, o que viabiliza projetos em larga escala e geração distribuída. Em regiões com alta incidência solar, usinas produzem energia por cerca de R$ 0,05 por quilowatt-hora.
A China lidera com cerca de 1,3 mil GW instalados após adicionar 315 GW em 2025 e concentra mais de 80% da produção global de painéis. Hoje, 11% da eletricidade do país vem da fonte solar, enquanto o carvão recuou de 70% para 56% na última década.
A União Europeia soma 406 GW e atende 13% da demanda elétrica com energia solar, à frente do carvão, que caiu para 9%. Os Estados Unidos atingem 267 GW e 8% da demanda, ante 1% em 2015, embora mantenham forte presença de petróleo e gás, que representavam quase 75% do consumo final em 2023, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).
Índia, Brasil e outros emergentes ampliam participação. A Índia tem 136 GW e cobre 8% da demanda. O Brasil registra 22 GW e cerca de 10% do fornecimento elétrico, com 88% da matriz baseada em fontes renováveis. Paquistão e África do Sul avançaram para 20% e 10%, respectivamente.
O ritmo segue acima das previsões. Em 2024, 632 GW foram adicionados globalmente, sendo 72% de energia solar. Projeções indicam até 9 mil GW até 2030, com potencial de superar 20% da demanda mundial, enquanto estudos apontam participação de até 76% no longo prazo.
*Com informações de Deutsche Welle
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