CGN Brasil e Piauí vão desenvolver tecnologia inédita de energia solar com armazenamento térmico

energia solar
A tecnologia de energia solar concentrada difere da geração fotovoltaica tradicional porque utiliza calor para produzir eletricidade. (Foto: Envato Elements)

A CGN Brasil firmou parceria com o Governo do Piauí para desenvolver uma planta piloto de energia solar concentrada com armazenamento térmico no estado, em um projeto estimado em cerca de 100 megawatts (MW). O acordo envolve o Piauí Instituto de Tecnologia e prevê estudos técnicos, econômicos e regulatórios para viabilizar a iniciativa. Além disso, a proposta inclui cooperação técnica e intercâmbio profissional, com foco na adoção de uma tecnologia inédita no país. 


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A tecnologia de energia solar concentrada (CSP) difere da geração fotovoltaica tradicional porque utiliza calor em vez de luz para produzir eletricidade. O sistema emprega espelhos que concentram a radiação solar, elevando a temperatura e aquecendo fluidos térmicos, o que permite gerar energia elétrica de forma contínua. Além disso, o modelo incorpora armazenamento térmico, que viabiliza o fornecimento mesmo sem incidência solar direta, o que amplia a estabilidade do sistema energético.

O projeto de usina solar térmica no Piauí prevê capacidade próxima de 100 MW, e segue modelos já implementados em países como Estados Unidos, China, Chile e Espanha. Nesses mercados, a tecnologia de energia solar com armazenamento atende regiões com alta incidência solar e limitações na estabilidade da rede. No Brasil, a iniciativa busca avaliar a adaptação da CSP às condições locais, considerando fatores climáticos, regulatórios e de infraestrutura energética.

O acordo com o Piauí Instituto de Tecnologia também inclui ações de capacitação, com intercâmbio de profissionais e visitas técnicas a plantas operacionais na China. Além disso, a CGN Brasil deve lançar um edital para selecionar estudantes de graduação e pós-graduação, que atuarão nas frentes técnicas do projeto.

Impacto no mercado energético

A CGN Brasil integra a estratégia global da China General Nuclear Power Group (CGN), que soma mais de 100 gigawatts (GW) de capacidade instalada no mundo. No país, a empresa opera sete complexos eólicos e três solares em cinco estados, totalizando mais de 1,6 GW de capacidade instalada. 

Segundo Mingzhu Li, presidente da CGN Brasil, a integração entre geração solar e capacidade de armazenamento pode elevar a confiabilidade das fontes renováveis no país. Esse modelo de energia renovável com armazenamento responde a uma demanda crescente por previsibilidade no fornecimento, sobretudo em regiões com alta dependência de fontes intermitentes. Assim, o projeto no Piauí insere o Brasil em um novo estágio tecnológico dentro do mercado de energia.

*Com informações do Canal Solar.

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