Projetos de hidrogênio verde preveem aportes de R$ 115 bilhões no Nordeste até 2030

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No total, são 13 empreendimentos viabilizados. No Ceará, 37 memorandos foram assinados para implantação de propostas. (Foto: Envato Elements)

A predição para projetos conectados ao hidrogênio verde contabiliza cifras de R$ 115 bilhões de investimentos em 13 empreendimentos até 2030. Neste ponto, a predominância circunscreve no Nordeste.

Os dados, por assim, são um levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV). A sistematização para processamento do item está regulamentada, via decreto aprovado em agosto do ano passado.  

A diretora-executiva da ABIHV, Fernanda Delgado, afirma que a sanção da lei proporciona avanços ao setor. A gestora cita, por exemplo, fatores ligados à governança, a operacionalização e a transparência institucional.

“É fundamental garantir segurança jurídica para que as decisões de investimento e o cronograma dos projetos não sejam afetados. O diferencial brasileiro não está apenas em produzir hidrogênio verde, mas também em desenvolver uma cadeia industrial completa, agregando valor ao produto e aos seus derivados”, enfatiza.

O Ceará, na conjuntura, assinou 37 memorandos permitindo a inserção industrial do hidrogênio verde com empresas nacionais e internacionais. A mais recente atribuição alocou em Houston, nos Estados Unidos, em outubro deste ano. Na ocasião, ocorreu um painel onde a secretária das Relações Internacionais (SRI), Roseane Medeiros, apresentou viabilidades do estado no circuito do hidrogênio verde.

Hidrogênio verde: combustível para navio no Brasil

Um projeto arrojado visa aplicar o combustível numa embarcação brasileira detendo dimensão de 50 metros de comprimento. Fabricado como laboratório flutuante, o barco agrega pioneirismo na aplicação do hidrogênio verde em condições reais de navegação.

A proposta, ou seja, integra o projeto JAQ Hidrogênio Verde, idealizado pelo Grupo Náutica. A proposta prevê investimento privado estimado em R$ 150 milhões. A expectativa é que inicie a etapa de adaptação tecnológica em 2027, com prazo estimado de 18 meses de obras. A organização, situada em Santa Catarina, já projeta uma segunda embarcação.  

O presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, elucida que o traçado atualmente incorre em testes de comissionamento do sistema de hidrogênio verde. “Uma etapa importante para validar o abastecimento, a segurança e a operação da tecnologia a bordo. Queremos gerar conhecimento, reunir dados e mostrar, na prática, como o hidrogênio pode ser incorporado à navegação brasileira. É um caminho que não acontece de um dia para o outro, mas que precisa começar agora para que o setor esteja preparado para as próximas décadas”, explica.

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