Rentabilidade comercial entre Brasil e Asean resulta em US$ 38 bilhões

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A conexão proporciona uma taxa média de crescimento anual de 12%, avaliando de 2023 a 2025. A Asean é o bloco que reúne Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos. (Foto: CIPP)

A Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) mantém relação comercial com o Brasil. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a conexão com o bloco proporciona uma taxa média de crescimento anual de 12%, avaliando de 2023 a 2025.

Ao passo que o aparato monetário contabilizou incremento no período de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões. Além disso, nesta mesma fase, ao que tange às exportações, o Brasil obteve ganho líquido de US$ 68,5 bilhões no intercâmbio com os cinco maiores mercados da Asean que inserem Singapura, Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia.

Como resultado, o dígito representa valor equivalente ao exportado para cinco parceiros tradicionais do G7 (Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e França) no mesmo período. A princípio, os países membros da Asean compõem Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos.

Contudo, apesar do avanço mercadológico, o Brasil ainda não é membro efetivo do bloco. O governo brasileiro aguarda a realização da próxima cúpula que ocorrerá em novembro para efetuar o desfecho. Uma outra alternativa é a partir de janeiro de 2027, quando Singapura assume a presidência do bloco.

Atualmente,12 países ou blocos têm o status de parceiro pleno junto à Asean, nenhum destes são oriundos da América Latina. Os membros são: Estados Unidos, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Turquia e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ministro brasileiro busca vaga efetiva na Asean

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, efetua visita oficial ao sudoeste asiático visando estreitar os laços diplomáticos e consolidar as negociações bilaterais. O intuito é fortalecer a agenda de parceiro pleno da entidade. 

O chanceler esteve nesta semana em Singapura e manteve interlocução com o ministro de relações exteriores, Vivian Balakrishnan. Na ocasião, estiveram presentes representantes de cerca de 20 empresas dos dois países. O encontro antecede a pauta do ministro acerca da audiência da cúpula do Brics, que ocorrerá na Índia, neste final de semana.

Neste ínterim desde 2022, o Brasil tem o status de sócio setorial com o bloco. Contudo, em tese, a Asean é o 5º principal parceiro comercial do Brasil, atrás dos tradicionais aliados, China, União Europeia (UE), Estados Unidos e Mercosul.

O ministro Mauro Vieira acredita que a fusão envolvendo os entes projeta superar o comércio com os EUA e a Europa “num futuro próximo”. Por isso, o chanceler afirma que o país busca uma vaga proeminente no bloco. “O Brasil está disposto e é capaz de preencher essa lacuna, com pleno respeito a uma decisão que cabe aos onze membros da Associação. O Brasil está convencido de que a América do Sul, como região, tem muito a ganhar com uma estreita cooperação com atores extrarregionais”, enfatizou Mauro.

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