A Linha Santana consolidou o Porto do Pecém como eixo logístico entre o Ceará e os mercados asiáticos após completar um ano de operação. Operado pela MSC, o serviço marítimo movimentou mais de 103 mil TEUs no período, o equivalente a cerca de 15% de toda a carga conteinerizada do terminal cearense em 2026.
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A rota integra a estratégia de expansão internacional do Complexo do Pecém e reduziu em até 30 dias o tempo de trânsito das cargas destinadas ao Estado.
Linha Santana amplia comércio exterior
A conexão direta entre o Pecém e portos da China, Coreia do Sul e Singapura fortaleceu o fluxo de importações e exportações no Ceará. Segundo Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém, a operação ampliou a competitividade logística do Estado.
“Os resultados da Linha Santana neste primeiro ano demonstram a força do Porto do Pecém como uma plataforma logística estratégica para o Brasil”, afirma.
Antes da rota direta, cargas vindas da China levavam até 70 dias para chegar ao Ceará. Segundo Quintino, os produtos passavam pelo Cabo da Boa Esperança, além de conexões em portos do Sudeste e transporte por cabotagem até o Nordeste.
Porto do Pecém fortalece operação logística
Entre os principais produtos movimentados estão painéis solares e peças automotivas, além de coque de petróleo e cargas destinadas ao Polo Industrial de Manaus. Já nas exportações, o destaque ficou para pedras ornamentais, óleos minerais e açaí.
Além disso, cerca de 47% da operação ocorre via transbordo, modelo que reforça o Porto do Pecém como hub logístico regional para redistribuição de cargas no Norte e Nordeste.
Segundo Max Quintino, as exportações já representam entre 5% e 10% da movimentação da Linha Santana. “O sucesso da Linha Santana comprova que o Pecém está preparado para receber grandes serviços internacionais de longo curso”, destaca.
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