As exportações brasileiras de valor no comércio dos Estados Unidos cresceram 12,1% em agosto deste ano, na comparação ao mesmo mês de 2025.
Como resultado, o panorama se sustentou em razão do aumento dos preços médios. Além do mais, produtos tais quais carne bovina, semimanufaturados de ferro ou aço, aeronaves e café registraram incremento em quantidade.
No entanto, o englobamento contabiliza queda de 17,3% de quantidade exportada para o período. Ao passo que este benefício líquido alcançou o menor patamar para um mês de agosto desde 2021.
Ao que tange o volume de janeiro a agosto, as vendas externas aos Estados Unidos somaram US$ 24,1 bilhões. O resultado representa queda de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse ínterim, a variável impacta no retrocesso de cerca de US$ 2,6 bilhões de rentabilidade ao mercado estadunidense. Em conclusão, o circuito delimita a menor tramitação bilateral em favor do Brasil para o período desde 2023.
Os dados são uma verificação da mais recente edição do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil. A conjuntura é baseada no levantamento da plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDCIC), o Comex Stat.
O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, relata que o comércio bilateral permanece em trajetória de retração em 2026. Contudo aponta que houve redução tanto das exportações quanto das importações. “Brasil e Estados Unidos comercializaram cerca de US$ 5,2 bilhões a menos no ano, com perdas para ambas as economias. Esse quadro reforça a importância de buscar soluções que reduzam barreiras e contribuam para fortalecer o comércio bilateral”, afirma.
A comparação ocorre sobre uma base já impactada pelas tarifas adicionais de 40% e 50%, implementadas pelos Estados Unidos a partir de agosto do ano passado. Apesar do crescimento das exportações em valor em agosto deste ano, os produtos atualmente sujeitos às sobretaxas mais elevadas, de 25% a 37,5%, registraram queda de 10,5%.
O impacto e o comparativo a outros países nas vendas comerciais
O impacto atinge três setores de relevância comercial do país. Por exemplo, as exportações da indústria de transformação aos Estados Unidos caíram 4,9%, enquanto as vendas do setor para o restante do mundo cresceram 6,6%. A avaliação analisa o período que compreende de janeiro a agosto.
Ao que concerne a indústria extrativa, as exportações para os Estados Unidos recuaram 28,9%, enquanto avançaram 19,6% para os demais mercados. Na agropecuária, os embarques para os Estados Unidos caíram 26,7%, enquanto cresceram 9,5% para o restante do mundo.
Na indústria de transformação, a queda de 4,9% representa a primeira retração das vendas ao mercado norte-americano desde 2020. O setor corresponde por 83,3% das exportações brasileiras aos Estados Unidos. Mesmo com o recuo, os Estados Unidos permanecem como o principal destino das exportações industriais brasileiras, respondendo por 15,5% do total.
Análise conjuntural – janeiro a agosto de 2026:
- Exportações Brasil → Estados Unidos: US$ 24,1 bilhões | -9,7%
- Importações Estados Unidos → Brasil: US$ 27,3 bilhões | -8,6%
- Déficit brasileiro: US$ 3,2 bilhões
- Bens sem sobretaxa: US$ 13,1 bilhões | -8,3%
- Bens com sobretaxa: US$ 11,0 bilhões | -11,4%
- Produtos sujeitos a sobretaxas de 25%-37,5%: US$ 3,6 bilhões | -29,1%
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