O INCC-M registrou alta de 0,85% em agosto, acima do avanço de 0,62% observado em julho. Segundo o FGV IBRE, o índice acumula alta de 6,56% em 12 meses. Apesar da aceleração mensal, o resultado anual ficou abaixo dos 7,49% registrados em agosto de 2025.
A alta reflete, principalmente, o avanço dos custos com mão de obra, que aceleraram no período. Já os preços de materiais, equipamentos e serviços apresentaram uma variação menor em agosto.
Mão de obra lidera avanço
O índice de Mão de Obra subiu 1,56% em agosto, após alta de 0,93% em julho. Dessa forma, o grupo foi o principal responsável pela aceleração do INCC-M no mês.
Enquanto isso, o grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,33%. Em julho, a variação havia sido de 0,40%.
Dentro de Materiais e Equipamentos, a taxa passou de 0,42% para 0,33%. Além disso, três dos quatro subgrupos apresentaram desaceleração. O destaque foi o segmento de materiais para acabamento, cuja variação caiu de 0,73% para 0,13%.
Nos Serviços, por outro lado, houve aceleração. A taxa passou de 0,25% para 0,33%. O movimento ocorreu principalmente por causa do aluguel de máquinas e equipamentos, que saiu de uma variação negativa de 0,02% para alta de 0,15%.
Custos da construção celeram em 5 capitais
A pressão sobre os custos também apareceu nas capitais consideradas pelo índice. Em agosto, cinco das sete cidades apresentaram aceleração.
Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo registraram taxas maiores no período. Por outro lado, Salvador e Recife apresentaram desaceleração.
Com isso, o resultado de agosto mostra uma combinação de fatores. A mão de obra ganhou força, enquanto os preços de materiais perderam ritmo. Ainda assim, o INCC-M acumula alta de 6,56% em 12 meses, mantendo a pressão sobre os custos dos projetos de construção.
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