A constatação do Boletim Focus veiculada nesta segunda-feira (10) reduziu a perspectiva da inflação para 2026 a 5,02%, sexta baixa consecutiva.
Ao passo que a medida é atribuída ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. A estimativa para 2027 permanece no índice de 4,20%, e a variável para 2028 se mantém em 3,80%.
Ao que tange o cálculo de outro indicador da inflação, o Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, a análise aponta queda deste ano deste critério de 4,54% para 4,47%.
Além disso, nesta mesma conjuntura, a estimativa para 2027 recuou de 4,16% para 4,14%.
Ao que concerne à Selic, a pesquisa sugere que a taxa básica de juros pressupõe terminar o ano em 13,75% ao ciclo e retroceder para 12% em 2027.
A sócia da Finscale, Letícia Moschioni, enfatiza que o mercado admite uma nova redução, porque os juros continuarão muito acima da inflação esperada.
Contudo, a especialista pontua que neste contexto haverá uma preservação de restrição elevada sobre consumo, estoques e capital de giro.
Ela ressalta que para as empresas, o efeito evidente surge no ciclo financeiro, destacando que juros altos aumentam o custo de carregar estoques, antecipar recebíveis e financiar clientes e fornecedores.
“Uma queda consistente nos preços de insumos, fretes e bens intermediários reduziria a pressão sobre as cadeias empresariais e daria ao Banco Central mais confiança para cortar”, afirma.
PIB e Câmbio
A projeção para o PIB de 2026 apresentou diminuição de 1,99% para 1,98%. Para 2027, a variável passou de 1,57% para 1,52%. As projeções para 2028 e 2029 conservaram patamares estáveis em 2,0%.
No câmbio, a projeção para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a estimativa também se mostrou estável em R$ 5,28. Já para 2028 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28.
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